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Estratégia
Twitter barra tática usada por ‘bots’ para espalhar notícias falsas
Rede social anunciou que não mais vai permitir que pessoas publiquem mensagens idênticas em várias contas ao mesmo tempo, coibindo uma tática usada por agentes russos
Agência Estado
22/02/2018 | 15:58

O Twitter anunciou que não mais vai permitir que pessoas publiquem mensagens idênticas em várias contas ao mesmo tempo, coibindo uma tática que agentes russos e outros supostamente utilizaram para viralizar determinados tuites, temas ou tópicos dentro da rede social.

A empresa também disse na quarta-feira, 21, que não vai permitir que pessoas usem softwares para executar outras ações simultaneamente, como curtir ou retuitar publicações de diversas contas.

O Twitter, conhecido por ser um espaço de discussões abertas com mensagens curtas, de até 280 caracteres, sofre nos últimos anos a pressão de usuários e governos ocidentais para impedir a propagação de notícias falsas e propaganda estrangeira, muitas vezes realizada com a ajuda de contas automatizadas conhecidas como bots.

Os bots do Twitter divulgaram propaganda antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em 2016, e continuaram a inflamar a política norte-americana protegidos no anonimato, dizem pesquisadores acadêmicos e autoridades dos EUA.

As novas restrições do Twitter visam melhorar a “qualidade da informação”, disse Yoel Roth, da equipe de políticas da empresa.

“Essas mudanças são um passo importante para garantir que permanecemos à frente de atividades mal-intencionadas que visam debates importantes que ocorrem no Twitter – incluindo eleições nos EUA e em todo o mundo ”, disse Roth em um comunicado.

O Twitter disse que daria aos usuários até 23 de março para cumprir as novas regras antes de suspender as contas.

Reação. Alguns usuários do Twitter ligados ao campo conservador da política americano, no entanto, reclamaram de ter perdido seguidores após as novas regras. Uma hashtag, #TwitterLockOut (algo como boicote ao Twitter, em tradução literal) virou um dos temas mais comentados na plataforma.

O ex-usuário do Twitter, Jared Taylor, editor da revista supremacista branca American Renaissance, entrou com um processo contra a empresa nesta semana em São Francisco, depois que a empresa o baniu do site por violar seus termos de uso ao fazer propaganda de extremismo. O Twitter não respondeu aos pedidos de comentários da reportagem.

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