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Polêmica
Turistas franceses e suíço usaram ‘Google tradutor’ para entender briga com PM e miliciano em boate
Após terem disparado tiros contra carro onde estavam estrangeiros, criminosos tentaram negociar o pagamento da franquia do seguro do veículo em troca do silêncio das vítimas
O Globo
08/12/2021 | 14:48

Os dois turistas franceses e um suíço que tiveram o carro alugado em que estavam alvejado por tiros utilizaram um aplicativo no celular para tentar entender a briga em que foram envolvidos momentos antes, na madrugada de 4 de agosto. Na ocasião, o trio, acompanhado de um guia, dançava em um camarote de uma boate, na Barra da Tijuca, quando o espaço foi invadido por um homem que se apresentou como bicheiro e passou a consumir a bebida deles. Com a ajuda do “Google Tradutor”, eles conseguiram discutir com os criminosos, identificados como o policial militar Gabriel Paixão Baptista e de Israel Castilho Severino, que seria integrante de uma milícia de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Os dois foram indiciados e presos preventivamente por tentativa de homicídio.

De acordo com os depoimentos prestados pelas vítimas na 16ª DP (Barra da Tijuca), por volta de 5h20 daquela madrugada, um dos homens se aproximou do grupo e passou a exigir que eles deixassem o camarote, dando início a uma briga com agressões físicas, como chutes e socos. Com a chegada dos seguranças, a confusão foi desfeita e, nos fundos da boate, os envolvidos chegaram a apertar as mãos e foram expulsos. Do lado de fora, Israel, Gabriel e um homem identificado como Rogério Oliveira de Sá teriam permanecido à espera dos estrangeiros.

Quando eles saíram, o Jeep Renegade em que iriam para um hotel na orla do mesmo bairro foi alvo de coronhadas no vidro e depois de tiros, que atingiram o pneu traseiro e a mangueira condutora de combustível, conforme atestou o laudo pericial feito por profissionais do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE). Imagens do local também captaram os disparos feitos contra o veículo.

Também na 16ª DP, o guia turístico brasileiro que acompanhava os estrangeiros, contou que chegou a ser procurado por um amigo dos criminosos por telefone, dias após a confusão.

Ele teria oferecido, a mando dos agressores, pagar a franquia do seguro do Jeep Renegade danificado pelos tiros, no valor de R$ 7.500. Na ligação, chegou a dizer que Gabriel e Israel pediram desculpas e queriam realizar o pagamento para “deixar o bagulho morrer”.

De acordo com o delegado Leandro Gontijo, titular da 16ª DP, o inquérito considerou, além dos depoimentos prestados na distrital, a análise de câmeras de segurança da boate e da região, e contou ainda com o auxílio da Corregedoria da Polícia Militar:

— A investigação recebeu o apoio das casas noturnas, empresários da localidade, taxistas e motoristas de aplicativo, que agiram com total profissionalismo e isenção, demonstrando a integração da Polícia Civil com a sociedade. A vida noturna na Barra da Tijuca permanece sendo segura e qualquer crime ocorrido será investigado e elucidado.

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