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Declaração
Trump diz que discurso de Biden foi ‘teatro político’ após ser responsabilizado pelo ataque ao Capitólio
Enquanto líderes democratas participam de eventos no aniversário de um ano da invasão da sede do Congresso, republicanos não comparecem aos atos
O Globo
06/01/2022 | 15:30

Após ser responsabilizado pelo ataque ao Capitólio pelo presidente Joe Biden nesta quinta-feira, no dia em que o ataque completa um ano, Donald Trump respondeu dizendo que o discurso de seu sucessor é apenas um “teatro político”.

“[Biden] Usou meu nome hoje para tentar dividir mais ainda os EUA”, disse o ex-presidente em nota. “Esse teatro político é apenas uma distração para o fato de que Biden fracassou totalmente”.

Em um discurso no mesmo Congresso que foi atacado por apoiadores de Trump que tentavam impedir a certificação de sua vitória eleitoral, Biden atacou a “rede de mentiras” disseminada pelo republicano sobre uma suposta fraude eleitoral, mas sem citar o nome de Trump, chamando-o apenas de “o ex-presidente”.

Biden ainda acusou Trump de tentar “evitar a transferência de poder pacífica”, afirmando também que o ex-presidente “vê seu próprio interesse como mais importante do que o interesse do seu país”.

Anteriormente, Trump havia cancelado planos de dar uma entrevista coletiva, mas divulgou um comunicado após as acusações de Biden. O ex-presidente ainda planeja falar em um comício no Arizona em 15 de janeiro.

Trump deixa claro que pretende se candidatar e segue insistindo nas falsas alegações de fraude eleitoral na eleição de 2020. Suas acusações são endossadas no eleitorado: em dezembro, 58% dos republicanos diziam crer que fraudes alteraram o resultado do pleito, segundo uma pesquisa do instituto Ipsos.

Uma parte do Partido Republicano já chegou a se opor à conduta do presidente, mas as principais lideranças da sigla ainda são fiéis a Trump. Por esse forte poder que o ex-presidente possui dentro da sigla, muitos republicanos têm medo de cruzar o caminho dele.

Alguns congressistas republicanos tentam minimizar o ataque comparando os invasores a turistas e questionando se o ocorrido não teria sido perpetrado por agentes federais. Outros acusam os democratas de reagirem exageradamente.

Nesta quinata-feira, enquanto diversos líderes do Partido Democrata participam de discursos, debates e uma vigília a luz de velas no aniversário de um da invasão ao Capitólio, as principais lideranças do Partido Republicano não irão participar dos atos.

O líder republicano no Senado, Mitch McConnell, que nunca condenou as falsas alegações de Trump sobre a eleição ter sido fraudada, acusou também nesta quinta os democratas de “explorarem” politicamente o aniversário da invasão.

“Foi surpreendente ver alguns democratas em Washington tentando aproveitar este aniversário para promover objetivos políticos partidários que existiam muito antes deste evento”, disse ele em um comunicado, no qual classificou o 6 de janeiro de 2021 como um “dia negro para o Congresso e o país”.

Uma das poucas vozes contrárias a Trump, a deputada republicana Liz Heney — vice-presidente da comissão da Câmara que investiga uma eventual conspiração de Trump para o ataque de 6 de janeiro de 2021 —, disse que as instituições americanas só resistiram ao episódio “por causa das pessoas que estavam dispostas a se levantar contra a pressão do ex-presidente Trump”, mas fez um alerta:

— A ameaça continua. O ex-presidente Trump continua a fazer as mesmas afirmações que sabe ter causado violência em 6 de janeiro.

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