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Música
Trap da periferia para o mundo
Com letras autorais apaixonantes e beats próprios, o grupo potiguar AC/DL planeja expandir o cenário do trap no estado
Nathallya Macedo
28/05/2020 | 06:00

Uma das vertentes do hip hop, o trap mistura as rimas presentes no rap e batidas eletrônicas para criar um estilo romântico e, ao mesmo tempo, agressivo. Nascido nos subúrbios dos Estados Unidos, o gênero já ganhou o mundo com artistas como Drake, Travis Scott e Post Malone. No cenário local, o grupo AC/DL é um dos difusores do trap com músicas autorais e beats próprios.

Destaque nos eventos de Natal, o grupo formado por Daniel Bruno (Dell Valle), Jorge Felipe (Fellp) e Eduardo Silva (Ezzy) já dividiu o palco com Djonga, BK, Matuê e outros grandes rappers nacionais. Criado na Zona Norte da capital potiguar, o trio traz a sigla AC/DL como Amor, Caos, Dinheiro e Loucura – temas presentes nas composições.

Com influências que também passeiam entre o pop internacional (Justin Bieber) e a MPB (Tim Maia), o grupo busca inovar com uma sonoridade própria e letras sentimentais. O mais recente lançamento, “Tão comum”, comprova a veia de paixão por relacionamentos: “brigas entre nós impede que sejamos um, eu te falei que não iria mais ficar. Baby, não me liga e nem me pede pra voltar”.

Os dias de pandemia, no entanto, impediram alguns novos projetos do trio. Confira o que os integrantes do AC/DL falaram sobre os próximos planos:

Agora RN – Como esses dias de isolamento social afetaram a produtividade de vocês? O que vocês andam criando para o grupo?

Fellp – Estávamos com muitos projetos em andamento, entre eles clipes, mixtapes e shows acústicos pelo litoral da cidade. Mas foram interrompidos. Os dias de isolamento também nos impedem de produzir músicas novas, já que não podemos ir ao estúdio. Mas agora estamos trabalhando em um projeto acústico que vai ser divulgado no instagram.com/acdl_oficial, composto por vários covers para movimentar as redes sociais. Como não podemos ir ao estúdio, montamos estúdios em casa, com equipamentos básicos, para tentar produzir alguns singles.

Agora RN – Vocês acham que a pandemia vai afetar o cenário artístico local?

Dell Valle – Muitos artistas tiveram que parar de produzir ou se limitaram a um fluxo bem menor de produção. Isso afeta diretamente os artistas menores que ainda não possuem muita visibilidade no mercado. Aqueles que já tinham uma certa relevância conseguem manter o público. Sem contar com a ausência de eventos e shows que, geralmente, são a nossa principal fonte de renda. Em contrapartida, podemos ver que a interação com o público nas redes sociais aumentou, estamos mais conectados do que nunca (virtualmente, claro). E em relação ao cenário local, há uma união entre músicos com o intuito de enaltecer e esclarecer a importância da representatividade potiguar.

Agora RN – O que vocês planejam para o grupo para o futuro pós-pandemia?

Ezzy – Nosso próximo lançamento será a faixa Vanzone (com lyric video), que deve sair no fim do mês de junho. Depois teremos mais duas músicas. Quando o isolamento social acabar, planejamos a execução de nosso show acústico na praia de Miami. Também queremos gravar alguns clipes e lançar um EP, tudo aliado a uma nova roupagem para o AC/DL.

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