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Ônibus
Transporte público de Natal não causou aumento nos registros da Covid-19, diz estudo
O estudo técnico foi elaborado pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) com o objetivo de oferecer mais segurança aos passageiros dos sistemas de ônibus e, assim, tentar retomar a confiança dos usuários para que retornem
Redação
16/09/2020 | 17:16

Não existem evidências da correlação entre o uso do transporte público e o aumento dos casos da doença nos 15 sistemas – entre eles, o de Natal -capacitados no estudo técnico elaborado pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) com o objetivo de oferecer mais segurança aos passageiros dos sistemas de ônibus e, assim, tentar retomar a confiança dos usuários para que retornem. 

Os 15 sistemas amortecidos – o da RMR entre eles – atendem a 171 municípios e, antes da pandemia, realizavam 325 milhões de viagens por mês e 13 milhões por dia – o equivalente a 32,5% do total de viagens do País. 

Grandes centros, entretanto, como São Paulo, chamados de fora do estudo porque, segundo a associação, não deu retorno à demanda da entidade. Uma análise não foi em campo. Foi realizado um comparativo entre a evolução das viagens de passageiros dos sistemas com os registros de casos confirmados de covid-19 pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

E, a partir da análise dos dois dados em cada um dos 15 sistemas, o estudo concluiu que, pelo menos no período analisado, não se pode dizer que o aumento do número de passageiros transportados a levou um aumento do número de casos. Mostra, inclusive, que em alguns sistemas – como o da RMR – a demanda de usuários decorrido enquanto os casos tiveram redução. Ou, como aconteceu no transporte de Teresina (PI), uma queda de demanda simultânea ao aumento de casos de casos. Isso não significa dizer que não exista risco de contaminação no transporte público nem que o problema da superlotação nos horários de pico não potencializar esse risco. Mas que o transporte público não é o grande vilão da pandemia.

A variação da demanda por transporte, paga pela NTU, e os dados do SUS foram comparados durante 17 semanas, entre as semanas epidemiológicas 14 e 30 – que equivalem ao período entre 29 de março e 25 de julho de 2020. Segundo a NTU, os dados do SUS foram agregados em semanas epidemiológicas para que adaptado aos mesmos referenciais às demandas de viagens realizadas por passageiros no transporte público por ônibus. No total, foram considerados 255 registros de informações dos sistemas de transporte público coletivo.

Por orientação de profissionais de saúde que validaram a iniciativa da entidade, a análise levou em conta a variação percentual e semanal dos casos da covid-19 confirmados sete dias após a ocorrência da demanda e da quantidade de viagens realizadas por passageiros no transporte público por ônibus . A escolha pela análise dos casos confirmados sete dias após a ocorrência da demanda foi feita, também de acordo com a NTU, por ser um período que compreendeia a detecção e a detecção no teste do passageiro transportado.

Análises

O estudo analisou os sistemas de transporte por ônibus de Belém-PA, Belo Horizonte-MG (municipal), Belo Horizonte-MG (metropolitano intermunicipal), Curitiba-PR, Curitiba (metropolitano intermunicipal), Fortaleza-CE, Goiânia-GO, Macapá -AP, Natal-RN, Porto Alegre-RS, Recife-PE, Rio de Janeiro-RJ (municipal), Rio de Janeiro (metropolitano intermunicipal), Vitória-ES e Teresina-PI. 

Os sistemas foram divididos em dois grupos. Sobre o grupo 1 (Belo Horizonte, Curitiba, Goiânia, Natal, Porto Alegre e Vitória) se constatou que, embora o número de viagens não tenha tido grandes oscilações no período, o pico dos casos só veio acontecer nas últimas semanas epidemiológicas, evidenciando que uma coisa não tem relação com a outra. Já no grupo 2 (Belém, Fortaleza, Macapá, Recife, Rio de Janeiro e Teresina).

*De acordo com informações do Jornal do Comércio, da Grande Recife, Pernambuco.

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