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Artigo
Tiago Andrade: A realidade bateu à porta
Tiago Andrade
08/05/2020 | 03:35

Quando ouvimos falar, pensamos: “isso é lá da China, não chega aqui não”. Pois bem. Passou pela Europa e chegou até nós. Hoje estamos quase batendo o numero de 10 mil mortos pela Covid-19 no Brasil. Que pena, que lamento, pois são dez mil famílias que sofrem nesse momento a perda de um ente querido, de um filho, de um esposo, de uma mãe.

Que pena que, neste momento, o que a maioria das pessoas discute é a posição política. Intoxicados pela ideologia, não conseguem enxergar à sua frente a maior crise sanitária dos últimos tempos. Nos preocupamos se o presidente está infectado e esquecemos de milhões de brasileiros que nem água têm para tomar banho. Nos esquecemos de milhões de pessoas que vivem em uma situação crítica.

Dentro de nossas bolhas, dizemos “fique em casa”, “assista sua série favorita”, “assista a live do seu artista favorito”, mas será que essa é a realidade de todos? Nunca na história vamos pagar um preço tão alto pela desigualdade deste país, e o que sabemos fazer é debater política. Esquecemos que o inimigo mata sem medir raça, cor, conta bancária ou partido político.

Os ricos ainda conseguem escapar pegando um jato UTI e se tratando nos melhores e mais caros hospitais do País, mas o pobre está encontrando a porta fechada e morrendo ou em casa ou na calçada do hospital.

Lamentável! Enquanto isso, não encontramos solução para garantir o sustento de quem mais precisa, que está vivendo um dilema: ir para rua para garantir o sustento da família e morrer do vírus ou ficar em casa e morrer de fome?

É necessária uma união. É necessário formar o consenso de que estamos em guerra e que o inimigo é apenas um: o vírus. Se não gostamos dos governos, deixemos para depois esse debate, pois pessoas estão morrendo. Você pode dizer “pessoas morrem todos os dias”, mas está morrendo muito mais. É muito fácil esse discurso quando você está protegido por trás dos seus muros ou do microfone de sua rádio ou da bancada do seu programa.

O difícil é manter esse discurso quando ou você ou um familiar seu contrair esse vírus. O que vemos todos os dias são pessoas que subestimaram e pedem desculpas quando são colocados frente a frente com essa doença. É necessário unir forças para encontrar a melhor solução para ajudar a quem mais precisa, para ajudar a economia e, acima de tudo, combater o vírus.

Ele bate à nossa porta. Entrou, está sentando em nossa sala, toma café conosco, é real. Se é preciso fechar tudo ou abrir tudo, ou encontrar uma solução para viver com ele, vamos escutar a ciência, que é a única saída. Esperamos que nossos governos também escutem, ajudem a quem precisa e, que somando forças, esquecendo a ideologia ou o partido político e as diferenças, possam dialogar e encontrar soluções para essa crise.

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