BUSCAR
BUSCAR
Fenômeno
‘Tempestade de poeira’ é mais novo evento climático extremo de uma lista perturbadora; conheça outros
Seca associada a avanço da agricultura e à perda de área de mata provocou fenômeno no interior de SP
O Globo
27/09/2021 | 16:08

Nos últimos anos o Brasil tem assistido a uma série de fenômenos meteorológicos que aconteceram em razão de mudanças climáticas em razão de ações humanas e de políticas governamentais associadas a queimadas e desmatamento. O retrato atual do país se divide entre regiões com aumento de precipitações e outras de seca extrema. Conheça no tempo alguns desses acontecimentos:

Ciclone no Sul – Ciclone Catarina, um ciclone tropical no Sul do país, extremamente atípico para a região, ocorrido em 2004. Algumas rajadas chegaram a 155Km por hora. Os estados mais afetados foram Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Houve mortos e centenas de feridos.

Moradores apontam para a cobertura de um posto de gasolina na cidade de Torres, em 29 de março de 2004. O posto foi danificado por um ciclone que se formou no Atlântico Sul e desembarcou no sul do Brasil. Foto: Paulo Whitaker / Reuters
Moradores apontam para a cobertura de um posto de gasolina na cidade de Torres, em 29 de março de 2004. O posto foi danificado por um ciclone que se formou no Atlântico Sul e desembarcou no sul do Brasil. Foto: Paulo Whitaker / Reuters

Destruição e morte na Serra do Rio – Chuvas na Região Serrana do Rio, como Teresópolis e Nova Friburgo, em janeiro de 201, provocaram uma enxurrada tão forte que destruiu casas, estradas e tirou vidas. A tragédia deixou mais de 900 mortos. O desastre ambiental levou à criação de um órgão para acompanhar eventos climáticos extremos no país, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia.

O temporal na Serra, em janeiro de 2011, destruiu casas e levou parte do morro dos bairros Jardim Féo e Espanhol, em Teresópolis. Foto: Arquivo
O temporal na Serra, em janeiro de 2011, destruiu casas e levou parte do morro dos bairros Jardim Féo e Espanhol, em Teresópolis. Foto: Arquivo

“Tempestade de poeira” – Em SP, a seca extrema dos últimos três meses está por trás da “Tempestade de poeira”. O fenômeno é fruto de vários fatores: além das mudanças climáticas, o avanço da produção agrícola associado à redução das áreas de matas, que poderiam reduzir os impactos. A seca, a alta temperatura e ventos fortes, de cerca de 90Km/h, ajudaram a criar a nuvem negra que afeta a saúde dos moradores da regiao mas tambem intensifica o proceso de erosão do solo, que pode prejudicar o agronegócio.

Nuvem de poeira atinge a cidade de Franca, no interior de São Paulo, após longo período de estiagem. Foto: Igor do Vale/Folhapress
Nuvem de poeira atinge a cidade de Franca, no interior de São Paulo, após longo período de estiagem. Foto: Igor do Vale/Folhapress

Nordeste mais seco – Áreas de semiárido estão se tornando áridas por falta de chuva, o que pode desencadear um novo ciclo de êxodo da região, como observado nos anos 1980. A Bacia do Rio São Francisco está registrando a mais baixa precipitação dos dos últimos 30 anos, sobretudo na divisa dos estados da Bahia, Pernambuco e Alagoas.

Ruínas das residências e prédios de Remanso. Com a seca e a baixa das águas a cidade que tinha sido submersa voltou a reaparecer. Foto: Daniel Marenco / Agência O Globo
Ruínas das residências e prédios de Remanso. Com a seca e a baixa das águas a cidade que tinha sido submersa voltou a reaparecer. Foto: Daniel Marenco / Agência O Globo

“Furacão de fogo” – Seca e incêndios na área central do Brasil e no Pantanal se tornam cada vez mais preocupantes. Ontem, houve registro de um “furacão de fogo”, no Pantanal, provocado pela açao do vento forte que envolveu focos de chama que têm mobilizado bombeiros e brigadistas nos últimos dias. A região enfrenta a maior redução de precipitação dos últimos 90 anos, o que tem alastrado um cenário de seca, que favorece focos de incêndio.

Os incêndios na região da Baixada Cuiabana, que compreende os municípios que formam as nascentes do Pantanal. Fumaça e vegetação destruída tomaram a paisagem em muitos dos onze municípios da baixada. Foto: Guilherme Silva
Os incêndios na região da Baixada Cuiabana, que compreende os municípios que formam as nascentes do Pantanal. Fumaça e vegetação destruída tomaram a paisagem em muitos dos onze municípios da baixada. Foto: Guilherme Silva

Chuvas intensas na cidade de SP – Chuvas intensas e concentradas na cidade de Sâo Paulo estão aumentando muito nos últimos 50 anos, com ocorrência de eventos de precipitações maiores que 80 e 100 milímetros por dia, que causam grandes inundações na cidade.

Alagamento na região da estação cidade Universitaria proximo ao Rio Pinheiros, que transbordou após as fortes chuvas que atingiram a cidade de São Paulo. Foto: Marcelo D. Sants / FramePhoto / Agência O Globo
Alagamento na região da estação cidade Universitaria proximo ao Rio Pinheiros, que transbordou após as fortes chuvas que atingiram a cidade de São Paulo. Foto: Marcelo D. Sants / FramePhoto / Agência O Globo

Cheia histórica no Amazonas – O Rio Amazonas teve em 2021 a a maior cheia dos últimos 110 anos. O nível chegou a 30,2 metros, a maior cheia já observada desde o início das medições. Ao mesmo tempo, algumas áreas do estado apresentam quadro de seca.

Balsa com geradores chegando ao Amapá pelo Rio Amazonas Foto: Rede Amazônica/Reprodução/Agência O Globo
Balsa com geradores chegando ao Amapá pelo Rio Amazonas Foto: Rede Amazônica/Reprodução/Agência O Globo
Sede: Av. Hermes da Fonseca, 384 – Petropolis – Natal – RN – Cep. 59020-000
Telefone: (84) 3027-1690 / 3027-4415
Redação: (84) 98117-5384 - [email protected]
Comercial: (84) 98117-1718 - [email protected]
Copyright Grupo Agora RN. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização prévia.