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França
Suspeito de ataque a faca em Paris admite ter agido contra Charlie Hebdo
Ao contrário do que se acreditava no dia do atentado, quando testemunhas ouvidas pela agência de notícias Reuters disseram que o ataque parecia aleatório, os agentes afirmam que o suspeito admitiu que as ações foram premeditadas
Redação/Folha
26/09/2020 | 15:45

Na tarde desta sexta-feira, 25, a polícia francesa deteve cinco pessoas ligadas a Ali H., jovem paquistânes e principal suspeito de esfaquear dois jornalistas em Paris. No total, sete pessoas foram detidas por suposta conexão com o atentado. O crime aconteceu em local próximo à antiga sede do jornal Charlie Hebdo, alvo de atentado terrorista em 2015. As informações são da Folha.

Os cinco homens presos, nascidos entre 1983 e 1996, estavam em uma propriedade no subúrbio parisiense vinculada ao principal suspeito. Eles foram encaminhados à delegacia e serão interrogados. Ali H., 18, foi detido pela polícia na região da praça da Bastilha poucas horas após o ataque.

De acordo com a polícia, ao ser abordado, Ali H. imediatamente assumiu a autoria do ataque e está cooperando com as investigações. Outro suspeito, um argelino de 33 anos, havia sido detido, mas foi liberado durante a madrugada deste sábado, 26, por não estar envolvido no caso.

Os dois jornalistas, uma mulher e um homem de 28 e 32 anos, estavam numa pausa do trabalho quando foram esfaqueados. Eles descansavam em frente ao escritório da agência de notícias Premières Lignes.

Eles foram hospitalizados e, segundo o primeiro-ministro da França, Jean Castex, estão fora de perigo.

De acordo com o jornal Le Monde, Ali H. afirmou à polícia que a motivação do crime é política. Ao contrário do que se acreditava no dia do atentado, quando testemunhas ouvidas pela agência de notícias Reuters disseram que o ataque parecia aleatório, os agentes afirmam que o suspeito admitiu que as ações foram premeditadas e tinham como alvo principal o jornal Charlie Hebdo.

O crime se dá em meio ao julgamento do atentado contra o jornal satírico, ocorrido há cinco anos, no qual 12 pessoas morreram mortas na Redação da publicação, incluindo alguns dos chargistas mais conhecidos da França.

Ao todo, 14 pessoas são julgadas como suspeitas de terem colaborado com os autores, que foram mortos pela polícia dois dias após o ataque. Na véspera do julgamento, o jornal republicou as caricaturas do profeta Maomé que transformaram o semanário em alvo de jihadistas.

O novo atentado é investigado por um órgão do Ministério Público (PNAT) criado em 2019 especificamente para tratar de ataques e ameaças terroristas no país.

Nos últimos anos, a França foi alvo de uma sequência de ataques orquestrados por fundamentalistas islâmicos. Além do atentado ao Charlie Hebdo, atiradores mataram 130 pessoas em novembro de 2015 na casa de shows Bataclan e em outros locais nos arredores de Paris.

Em julho de 2016, um militante islâmico avançou com um caminhão sobre uma multidão que comemorava o Dia da Bastilha, em Nice, e matou 86 pessoas.

*Com informações da Folha

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