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Projeto
Startup chinesa faz sucesso com mini picape elétrica de US$ 3.500
Com 5.000 unidades vendidas, modelo tem mais de 100 mil encomendas
Redação
19/12/2016 | 18:00

Na floresta nos arredores de Pequim, Wang Chao, o ambicioso fundador da startup chinesa Kaiyun Motors, está sentado ao volante de uma minúscula picape elétrica que ele ajudou a desenvolver, ziguezagueando em um terreno acidentado com um grande sorriso no rosto.

O veículo, diz ele, “fará tanto sucesso quanto ou até mais” que a lendária picape F-150 da Ford. Mas, ao contrário dessa grande consumidora de combustível, a pequena Pickman funciona com eletricidade.

A empresa pouco conhecida empresa de Wang vendeu cinco mil unidades da picape movida a bateria na China desde maio e ele diz ter recebido mais de 100 mil encomendas.

Com mais de 200 empresas disputando para desenvolver veículos de nova energia no mercado automotivo mais competitivo do mundo, a Kaiyun é uma das poucas companhias a chegar ao estágio do varejo. Ela planeja vender um milhão de veículos nos próximos cinco anos.

A falta de regras transformou a China em uma espécie de Velho Oeste no tocante à produção e ao financiamento de veículos elétricos, levando à proliferação de modelos baratos e malfeitos. Apesar do fato de que atualmente não existe uma estrutura legal que permita a circulação de veículos elétricos de baixa velocidade, cerca de um milhão deles são produzidos a cada ano, segundo a Administração de Padronização da China — número muito superior que os 340.471 veículos elétricos permitidos para as ruas produzidos em 2015.

A mudança, contudo, está em andamento. O governo afirmou em outubro que planeja regular o setor, estabelecendo padrões que as produtoras precisarão cumprir sob a pena de fechamento. A legislação poderá então ser formulada de maneira a permitir o uso de veículos de baixa velocidade nas ruas.

— A China é o melhor lugar para administrar uma fabricante de veículos, especialmente uma fabricante de veículos elétricos — disse Wang, de 32 anos, de seu pequeno escritório em Pequim, a cerca de 400 quilômetros ao norte da sede da companhia, em Xingtai, na província de Hebei. — Há muita demanda que ainda não foi atendida.

Wang disse que passou três anos desenvolvendo a Pickman, que é vendida por 23.800 yuans (US$ 3.500) e pode rodar até 120 quilômetros com uma única recarga.

— Os miniveículos elétricos serão um produto fundamental de agora em diante para os trajetos de curta distância — disse Wang. — Eu tenho certeza de que podemos tornar a Kaiyun tão bem-sucedida quanto o Alipay, da Alibaba, o sistema de pagamentos on-line mais popular da China.

O desenvolvimento não saiu barato. A Kaiyun investiu cerca de US$ 300 milhões até o momento para manter a produção em andamento e está negociando com investidores locais e dos EUA a realização de uma rodada de financiamento inicial de até US$ 200 milhões, disse Wang. Ele acrescentou que a companhia também planeja instalar uma linha de montagem em um país do Sudeste Asiático no ano que vem, sem entrar em detalhes.

 

 

Fonte: PEGN

 

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