A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) negou que o fungo Candidozyma auris, conhecido como superfungo, tenha se espalhado no Hospital Central Coronel Pedro Germano, conhecido como Hospital da Polícia Militar, em Natal. A informação foi confirmada após a circulação de relatos sobre testes em equipamentos hospitalares e fechamento de leitos.
Segundo a Sesap, “não procede” a informação de disseminação do fungo e de interdição de leitos. A secretaria informou que “foi encontrado fungo na grade da cama do paciente e na cadeira que ele estava utilizando” e que “não houve bloqueio de leitos”.

A pasta afirmou ainda que “o paciente permanece isolado, não há mais ninguém contaminado” e que “ele segue sem manifestar qualquer sintoma relacionado ao fungo”.
Informações que circularam anteriormente indicavam que equipamentos como macas e cadeiras de rodas teriam apresentado resultado positivo para o fungo e que leitos estariam sendo fechados como medida preventiva. A Sesap confirmou que o paciente diagnosticado segue internado e em isolamento, mas negou a existência de novos casos ou fechamento de leitos.
Superfungo no RN
A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) confirmou a identificação de um caso do fungo Candida auris em um paciente internado no Hospital Central Coronel Pedro Germano, conhecido como Hospital da PM, em Natal. A confirmação ocorreu no dia 5 de fevereiro após a realização de dois exames no Laboratório Central do Estado (Lacen).
A presença do fungo foi alertada pelo Laboratório Central do Estado (Lacen) no dia 20 de janeiro e confirmada após testes de genótipo realizados em um laboratório em São Paulo.
A pasta informou que o paciente permanece internado para tratamento de uma condição cardíaca que motivou a internação e apresenta quadro estável. A Sesap afirmou ainda que não há outros casos em investigação no estado e que a situação do paciente é supervisionada pelo Ministério da Saúde.
Candida auris
A Candida auris é considerada um fungo emergente e raro no Brasil, com registros em poucos estados, como Bahia, Pernambuco e Minas Gerais. A infecção pode ser fatal. O fungo foi identificado pela primeira vez em 2009, no ouvido de uma paciente internada no Japão.
A Anvisa foi notificada sobre o possível primeiro caso positivo de Candida auris no Brasil em dezembro de 2020, em um paciente internado na Bahia. Desde então, o país registrou diversos surtos. De acordo com um alerta publicado em 2023 pela Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal, fatores de risco associados ao fungo incluem internação em unidades de terapia intensiva, hospitalização prolongada ou em instituições de longa permanência, uso de cateter venoso central e outros dispositivos invasivos, tratamento prévio com antifúngicos, cirurgia recente, imunossupressão e diabetes.