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Levantamento
Sepultamentos em Natal crescem 24% em 2020, aponta Semsur
Entre janeiro e dezembro do ano passado foram registrados 2.392 sepultamentos, mais 153 enterros específicos de pessoas que morreram por Covid-19. Já em 2019, o total de enterros foi de 2.052
Elias Bernardo
15/01/2021 | 08:42

A pandemia causou grandes impactos nas vidas dos mais de 800 mil natalenses. De acordo com um balanço realizado pela Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), foram registrados 2.392 sepultamentos de pessoas com e sem Covid-19 em Natal ao longo de 2020. Além disso, em uma parceria da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) com o Grupo Vila para serviços funerários de óbitos pelo coronavírus, 153 pessoas foram sepultadas. No total, então, foram enterradas 2.545 pessoas – um acréscimo de 24% em relação ao ano anterior.

Em 2019, o total de enterros realizados nos cemitérios do Bom Pastor I, Bom Pastor II, Nova Descoberta, Alecrim, Pajuçara, Redinha, Igapó e Ponta Negra foi de 2.052. Segundo a Semsur, o número de sepultamentos registrados nos cemitérios públicos de Natal em 2020 seguiu as médias registradas em relação aos anos anteriores, independente da presença da pandemia da Covid-19.

Ao Agora RN, a Semsur também informou que a Prefeitura do Natal possui um convênio com o Grupo Vila para o sepultamento de pessoas vítimas do Coronavírus. A parceria é conduzida pela Secretaria Municipal de Saúde. Em uma parceria com o Grupo Vila, foram realizados 150 sepultamentos e três cremações de mortos pelo novo coronavírus desde maio do ano passado.

A SMS contratou os serviços de 350 sepultamentos e 150 cremações para as vítimas de Covid-19 com a empresa, que recebeu exclusivamente pela quantidade de serviços funerários realizados, conforme descrito no Diário Oficial do Município do dia 8 de maio de 2020.
Sabendo do déficit do sistema, a Semsur está estudando formas de abrir novas vagas. Em 2019, o secretário titular da pasta Irapoã Nóbrega, junto com a equipe de Cemitérios, deu início a um estudo para a verticalização de túmulos.

Após analisar todos os cemitérios, foi visto que o Bom Pastor II (o mais novo dos oito) ainda tinha uma boa área de terreno construível, terreno esse suficiente para a construção de mil vagas verticais. Esse número é suficiente para desafogar o sistema por até dois anos.

No ano passado, o projeto de verticalização estava em fase de estudo e análise para, posteriormente, ser estruturado e licitado. A expectativa da Semsur é que o projeto de verticalização seja executado este ano. A secretaria ainda está estudando as opções para a viabilidade e execução do projeto licitatório.

Mais sobre a verticalização

Mais modernos e sustentáveis. Assim são os cemitérios verticais. Tendência internacional, eles também já são uma realidade no Brasil e ganham cada vez mais popularidade em diversas cidades do país.

No Rio Grande do Norte, esse tipo de construção cemiterial está localizado em São Gonçalo do Amarante, região Metropolitana. Pioneiro no Estado, o Cemitério Sempre é chancelado pelo Grupo Vila, referência em assistência funeral da região Nordeste.

Desde que passou a operar em novembro de 2018, o empreendimento é apontado como uma excelente alternativa para mitigar os efeitos do aumento populacional, correspondendo a uma maior quantidade de sepultamentos, e da ocupação dos espaços urbanos potiguares. “A novidade tem feito sucesso e é aprovada pelas famílias que buscam promover a melhor despedida para os seus entes queridos”, afirmou a gerente de marketing do Grupo Vila, Eliza Fonseca.

Nos cemitérios verticais, as urnas são lacradas e dispostos em lóculos – compartimentos semelhantes a uma gaveta, construídos em diversos pavimentos. De acordo com a legislação, o corpo do ente querido pode ser exumado a partir de três anos e disposto no ossuário da família.

O conceito de cemitério verticalizado também é considerado ecologicamente correto. Ele impede a proliferação do necrochorume, substância líquida produzida pela decomposição natural do corpo humano. O material é filtrado por um sistema de encanação e tratado, evitando a degradação do solo.

Além de modernidade e sustentabilidade, os cemitérios verticais combinam paisagismo, arquitetura, acessibilidade e segurança. “Sem sombra de dúvidas, os cemitérios verticais são a solução para o futuro que já chegou, repleto de inovação e tecnologia”, frisou Eliza.

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