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Privatizações
Senado aprova MP que permite privatização da Eletrobras
Parecer teve placar apertado, de 42 a 37. Por ter sido alterada, medida provisória volta para a Câmara e caduca no dia 22
R7
17/06/2021 | 19:08

O plenário do Senado aprovou nesta quinta-feira 17 o parecer da medida provisória que prepara e autoriza a privatização da Eletrobras. O placar foi de 42 a 37. Após a votação do texto-base, foram analisados os destaques. A MP volta para a Câmara, por ter sido alterada no Senado, e precisa ser analisada até o dia 22, quando perde a validade.

Apesar do amplo placar na Câmara, de 313 votos, o texto sofreu resistências no Senado e o relatório do senador Marcos Rogério (DEM-RO) teve algumas versões entre ontem e hoje. O principal ponto de divergência era a questão das térmicas à gás em Estados onde não há gás, o que demandaria a construção de gasodutos.

Os críticos ao texto defendiam que o novo modelo pode encarecer a energia, e o alto custo seria bancado pelos consumidores, pessoas físicas, empresas e indústria. Já os parlamentares favoráveis e o governo argumentam que o novo modelo pode levar a uma redução de 5% a 9% nas contas.

No último parecer, o relator garantiu a redução do preço da energia após alterar ligeiramente questões relacionadas à construção compulsória de térmicas a gás, que eram os chamados “jabutis” da proposta.

No novo documento foi mantida a previsão da contratação obrigatória de 6.000 MW de capacidade instalada de termelétricas a gás natural, mas incluindo Estados do Sudeste com produção de gás.

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