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Sem planejamento, governo Rosalba precisa ainda mostrar a que veio

02/12/2011 | 21:40

O governo Rosalba caminha para terminar o ano com acertos e erros. Um governo que começou a governar sem um planejamento não poderia chegar ao término de um exercício de maneira diferente. É preciso ter equilíbrio para avaliar o primeiro ano de gestão. Um ano difícil para qualquer governo que inicia.

O principal erro do governo Rosalba foi, sem sombra de dúvida, o confronto direto com os servidores do Estado. A gestão preferiu o embate jurídico, a guerra de trincheira, do que o diálogo e o acerto. O governo não atendeu aos servidores, e terminou sendo forçado a tal, por força mesma das coisas, dos funcionários, organizados em sindicatos, atuantes e barulhentos.

As greves foram o principal calo no encalço de Rosalba. Qualquer estatístico ou dono de instituto de pesquisa aponta a briga com o funcionalismo, como o centro do desgaste administrativo que a gestão acumula. Em Natal, a desaprovação ao governo atingiu a marca dos 58%. Nada subiu tão rápido quanto a rejeição à recém-governadora.

Há críticas a fazer a muitos setores da administração, poucos e pontuais acertos a serem apontados também – os quais eu farei aqui em momento oportuno. Registre-se que estou falando apenas de administração, abstraindo eventuais erros – ou acertos – políticos. A estes é preciso tempo para saber se foram acertados ou não.

Apesar disso, se existe um ano de gestão que se possa errar, este é o primeiro. A partir de 2012, ano também de eleições municipais, o governo terá de se apresentar firme e forte no leme, planejado, sabendo para onde ir e tomando as medidas necessárias.

Haverá cobranças, não apenas dos adversários políticos, mas da população, que, com o advento das ferramentas de comunicação social, ganharam relevo e protuberância na sala de estar do poder, capaz de decidir os rumos da próxima eleição.

Aguardemos, pois.

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