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Confusão
Sem máscara, Bolsonaro sobe o tom, prepara afronta e volta a atacar jornalista mulher
Presidente falava à imprensa que o governo dele estava realizado um ótimo de trabalho de combate à corrupção
Notícias da TV
25/06/2021 | 15:01

Pela segunda vez na semana, Jair Bolsonaro fez sua tentativa de imprensa e teve como alvo uma repórter mulher . Na manhã desta sexta-feira 25, durante a agenda em Sorocaba, no interior de São Paulo, o presidente da República foi questionado sobre a compra da vacina Covaxin pela jornalista Adriana de Luca, da CNN Brasil. Ele estava sem máscara, assim como boa parte de seus apoiadores.

“Presidente, as [para a compra da vacina] continuou depois das denúncias de irregularidades? Houve negociação depois da suposta denúncia de irregularidade?”, Questionou a repórter, em referência às declarações do deputado federal Luis Miranda (DEM-DF), que denunciou um suposto superfaturamento no contrato de compra dos imunizantes.

Bolsonaro, que tinha acabado de se gabar para a imprensa de que o governo dele estava realizado um ótimo de trabalho de combate à corrupção, ficou incomodado e passou a falar mais alto.

“Foi comprada a vacina? Foi comprada a vacina?”, Rebateu o presidente. Ao fundo, uma repórter emendou uma outra pergunta, e o presidente respondeu: “Você de novo? Você de novo? Eu não posso participar de tudo. Volta para a faculdade”, disse.

A entrevista prosseguiu, e Bolsonaro alegou que ocorreu um erro no documento, pois “faltou um zero” para indicar que seriam três milhões de doses e não 300 mil. Segundo ele, seria impossível um superfaturamento de 1000% nos contratos. O chefe do Executivo justificou que a compra valor não foi consumada e que o contrato foi retificado.

Já ao final da entrevista, que durou cerca de 15 minutos, Adriana de Luca voltou a perguntar sobre a negociação pelas imunizantes. O presidente rebateu. “Responda! Responda! Comprada quando?”, Repetiu ele, diversas vezes, até ouvir o mês de fevereiro como resposta.

Ao lado do presidente, um dos apoiadores tentou acalmá-lo, mas não teve resultado. “Peraí, pera um pouquinho”, pediu o político, que prosseguiu: “Fevereiro? Onde tem vacina para atender ao mercado inteiro? Responda! Responda! Onde tem vacina pra ser vendida? Parem de fazer perguntas idiotas, pelo amor de Deus. Parece pergunta de … “.

Uma jornalista tentou fazer uma observação, e Bolsonaro agiu com grosseria: “Você passou a sua vez já, nasça de novo você. Ridículo, ridículo! Você é empregada de onde? Pelo amor de Deus, tá. Vamos fazer perguntas inteligentes, pessoal. A gente quer salvar vidas “, falou.

Na sequência, voltou a fazer a defesa da cloroquina de forma irônica e comentou que os jornalistas não apareceram que fez uso do medicamento, que não tem eficácia comprovada contra um Covid-19. A CNN cortou a fala no momento em que o presidente começou a defender o remédio.

A entrevista foi exibida dentro do Live CNN. No estúdio, o âncora Daniel Adjuto comentou sobre mais um episódio da falta de educação do presidente, que já havia chamado jornalistas da Globo de “canalhas” e falado alto com a repórter Laurene Santos, da TV Vanguarda , na última segunda-feira 21.l

“O presidente respondeu as perguntas, mas fez várias vezes, aos repórteres que estavam ali cumprindo o seu papel como jornalistas, como repórteres, que é a pergunta o que para esclarecer os fatos. Infelizmente, [Bolsonaro] não dá o tratamento adequado aos jornalistas, como a gente viu ao vivo agora “, observou Adjuto.

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