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Caso João Alberto
Segurança diz que morte de Beto Freitas não teve motivação racial
Policial Militar preso pelo assassinato de João Alberto alega em depoimento que não tinha intenção de matar o homem, mas de imobilizá-lo. Imagens mostram que o espancamento começou após Beto Freitas desferir um soco no segurança
Correio Braziliense
27/11/2020 | 18:55

O policial militar Giovane Silva, preso pelo assassinato de João Alberto Freitas em uma unidade do Carrefour em Porto Alegre, prestou depoimento à Polícia Civil na tarde desta sexta-feira 27. João foi espancado e morto por dois seguranças no último dia 19. Mais de 15 pessoas testemunharam o crime. O depoimento do militar durou cerca de quatro horas. Ele alegou que não tinha interesse nem intenção de matar Beto Freitas, como a vítima era chamada, e que não teve nenhuma motivação discriminatória racial para conter o homem negro.

Giovane Silva alegou que a intenção era imobilizar Beto Freitas. Ele disse que foi agredido por Beto Freitas. Nas imagens das câmeras de segurança do local, o autônomo dá um soco em Giovani quando os seguranças o levavam para o lado de fora do mercado. Segundo o relato de Giovane, Beto teria ficado extremamente agressivo. O policial disse que, durante a tentativa de conter Beto Freitas, o homem perdeu os sentidos. Os dois seguranças acreditaram que Beto teria desmaiado.

Prorrogação do inquérito

Giovane disse em depoimento que era primeira vez que trabalhava para a empresa Vector, contratada para oferecer serviços de segurança ao Carrefour. Ele assumiu que deu socos e chutes em Beto Freitas. Giovane teve com o contrato suspenso com a Vector. A Brigada Militar do Rio Grande do Sul, por sua vez, abriu processo para retirar o PM do quadro da corporação. 

Previsto para ser encerrado ainda nesta sexta, o inquérito da Polícia Civil foi prorrogado por mais 15 dias. A delegada responsável pelo caso, Roberta Bertoldo, afirmou que a “prorrogação é necessária em razão, em especial, de nós ainda não estarmos em posse dos laudos periciais, bem como de outras diligências que são fundamentais ao esclarecimento da autoria e de suas circunstâncias, como por exemplo a motivação [do crime]”.

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