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Entrevista
Secretário de Segurança prevê novos concursos e investimentos para 2021
Em entrevista concedida ao Agora RN, secretário estadual de Segurança, coronel Araújo Silva, estabeleceu metas para o ano que vem, traçou prioridades para investimentos e fez um balanço da segurança pública do RN nos últimos dois anos
Redação
30/11/2020 | 06:25

Manter o planejamento operacional, melhorar forças de segurança pública, fortalecer a integração com instituições federais e promover novos concursos e cursos de formação. Estes são os pilares do planejamento da Secretaria Estadual da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed) para 2021.

Em entrevista concedida ao Agora RN, o titular da pasta, coronel Araújo Silva estabeleceu metas para o ano que vem, traçou prioridades para investimentos e fez um balanço da segurança pública do Rio Grande do Norte ao longo dos quase dois anos de sua gestão.

Na entrevista, coronel Araújo destaca a incorporação de novos militares, publicação de editais para novos concursos, estruturação de carreiras e convênios com a União para a compra de equipamentos, viaturas e um novo helicóptero.

O secretário de Segurança Pública do RN ressaltou ainda a diminuição no número de mortes violentas nos primeiros 23 meses de gestão. Ao todo, 664 vidas foram poupadas em relação aos primeiros 23 meses da gestão anterior, segundo dados do Obvio – Rede e Instituto de Pesquisa.

Confira:

AGORA RN – Quais são as prioridades da Segurança Pública para 2021 em relação aos investimentos?
Coronel Araújo
– Como prioridade nós temos: manter o planejamento operacional, fazer um melhoramento no emprego dessas forças de segurança pública, integrar cada vez mais com as instituições federais que estão aqui, como Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Forças Armadas. Em relação aos concursos, a ideia é continuar com o curso de formação da PM e a inclusão do curso de agentes, escrivães e delegados. Além disso, temos ainda o concurso dos bombeiros para completar o quadro e o concurso da Polícia Civil, assim como o incentivo de perícia no Itep. Já temos também a autorização para um novo certame que irá convocar 79 novos oficiais para o quadro de saúde da PM, entre médicos, enfermeiros, psiquiatras e psicólogos, por exemplo.

AGORA RN – Esses são os investimentos em relação aos recursos humanos. O que temos em termos de equipamentos?
C. A. –
Nós temos recurso de convênios do governo estadual com o governo federal pactuados com contrapartida do Estado para a construção de dois batalhões, em São Gonçalo do Amarante e em Mossoró. Os recursos são de emendas parlamentares e já estão garantidos. Temos também R$ 41 milhões em recursos já pactuados para aquisição de equipamentos para as polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros e Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep).

Agora RN – Na semana passada, o RN ganhou o reforço de novos 1 mil novos soldados da PM. Como esse efetivo será distribuído entre os batalhões do estado?
C. A. –
Esses novos 1.022 PMs serão distribuídos nas 31 unidades operacionais, que são os batalhões e companhias independentes da Polícia Militar, ou seja, todos eles vão para as atividades operacionais da instituição. O critério de distribuição é baseado na meritocracia, na classificação no curso de formação. Eles é que vão escolher as unidades onde irão trabalhar para que não haja interferência ou influência de ninguém. Eles não vão escolher a cidade, vão escolher a unidade policial e lá eles serão distribuídos para as cidades conforme a necessidade dos batalhões. É um critério objetivo, técnico e de meritocracia.

AGORA RN – Qual o impacto desse contingente no deficit de pessoal da PM?
C. A. –
Esse número não vai acrescer o efetivo. Eles vão preencher as vagas de militares que foram para a reserva, se aposentaram, que passaram em outro concurso ou até mesmo que faleceram. Será uma reposição. A vantagem dessa reposição, no entanto, é que são pessoas que fizeram o concurso agora e todos têm curso superior. Como nós dizemos na linguagem policial, é um “sangue novo”. São pessoas que vêm com uma disposição de trabalho diferentes de muito que já estão com 30 anos de serviço e nós esperamos com esse contingente que tenhamos uma ação mais forte e mais presente da Polícia Militar no RN. Além disso, eles estarão com um ânimo maior porque vão operar com equipamentos novos e viaturas novas.

AGORA RN – Como o senhor avalia o panorama da Polícia Civil no interior, haja vista que grande parte dos municípios não possuem delegacia e, portanto, os delegados, escrivães e agentes acabam acumulando demandas de outras cidades?
C. A. –
Esse concurso da Civil vai ajudar a completar o efetivo de agentes, escrivães e delegados que se aposentaram ou saíram para outra atividade. Eles irão ajudar a completar a média de 40 comarcas no estado, que são os locais onde têm juízes, promotores e delegados. O concurso irá fortalecer a repressão qualificada, que é a investigação. Nós estamos muito confiantes para que aconteça o concurso e o curso de formação para que eles sejam classificados para os trabalhos nessas localidades para ativar as delegacias.

AGORA RN – Qual o balanço que o senhor faz das ações das forças de segurança para reduzir os índices de violência no estado? Os resultados estão dentro do esperado?
C. A. –
Nosso trabalho está focado em salvar vidas, além da parte do crime violento contra à pessoa, nós estamos no dia a dia no enfrentamento da criminalidade contra o patrimônio. Reduzir quantidade de delitos é uma luta muito forte e difícil porque muitas vezes independe da estrutura de segurança pública, uma vez que esses crimes são motivados por disputas de determinados territórios. Hoje, nós temos um patamar, não vou dizer admissível porque o ideal seria que não morresse ninguém, mas a nível do Rio Grande do Norte – o que era antes e o que é hoje – e a nível nacional, nós estamos com padrões aceitáveis de redução da violência explícita.

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