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COVID-19
São Paulo envia para Anvisa dados sobre a CoronaVac
Redação
03/10/2020 | 05:10

Para agilizar um possível registro da CoronaVac no Brasil, o governo de São Paulo enviou nesta sexta-feira 2 à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) dados preliminares sobre a vacina que está sendo desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a biofarmacêutica chinesa Sinovac.

“O objetivo é tornar o mais rápido possível, dentro das normas científicas e do protocolo da Anvisa, o processo de registro da CoronaVac, uma das vacinas mais promissoras na sua última etapa de testagem em todo o mundo”, disse o governador de São Paulo, João Doria.

A CoronaVac está atualmente na Fase 3 de testes em humanos, que deve comprovar se a vacina é mesmo eficaz contra o novo coronavírus. Os testes dessa etapa começaram a ser feitos no Brasil em julho deste ano, com 13 mil voluntários. Testes anteriores, das Fases 1 e 2, feitos na China, comprovaram que a vacina é segura, ou seja, que não provoca efeitos colaterais ou adversos graves.

A documentação que começou a ser enviada pelo governo paulista é uma exigência da Anvisa para o registro da vacina. O registro, no entanto, só vai ocorrer se os testes da Fase 3 da vacina comprovarem que se trata de uma vacina eficaz.

Segundo o diretor do Instituto Butatan, Dimas Covas, foram enviados à Anvisa relatórios sobre o desenvolvimento da vacina, além de relatórios sobre eficácia e segurança obtidos até este momento em testes não clínicos, ou seja, feitos em animais, antes da testagem em humanos. “A Anvisa precisa receber todos os documentos: dados de desenvolvimento da vacina, estudos pré-clínicos e estudos clínicos de Fases 1, 2 e 3 e certificação dos produtores, das fábricas que desenvolvem a vacina”, informou Covas.

Se os testes de Fase 3 comprovarem que a vacina é eficaz, o governo paulista espera que o registro na Anvisa ocorra de forma rápida para que a vacinação seja iniciada no país em dezembro deste ano.

Dimas Covas disse estar preocupado com problemas de logística no país para o transporte das vacinas que vierem a ser aprovadas futuramente. De acordo com Covas, este é um problema sério, que pode dificultar o transporte da vacina para regiões longínquas do país, e que não vem sendo discutido no cenário atual.

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