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Atenção
Saiba o que é a G, nova droga sintética que provoca elevação da libido e está se espalhando no RJ
Conhecida como ecstasy líquido, a substância provoca perda de inibição e elevação da libido, e tem sido usada de maneira recreativa pelos jovens, em festas e festivais de música eletrônica
Redação
04/02/2021 | 17:14

Policiais da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD) apreenderam dois litros de ácido gama-hidroxibutirato em um apartamento no Arpoador, na Zona Sul do Rio, na manhã desta quinta-feira, dia 4. A substância, conhecida como “G”, “Di” (em referência à pronúncia em letra em inglês) ou até ecstasy líquido, provoca perda de inibição e elevação da libido, e tem sido usada de maneira recreativa pelos jovens, em festas e festivais de música eletrônica.

Desenvolvido para ser usada como agente anestésico, por diminuir o nível de consciência e provocar contrações musculares involuntárias, convulsões e delírio, o ácido gama-hidroxibutirato passou a ser usado, no início dos anos 90, nos golpes de “Boa noite, Cinderela”. Em altas doses, pode provocar vômitos, problemas cardíacos, surtos psicóticos e até levar a morte.

De acordo com investigações da especializada, cada dose de 5ml da droga chega a ser vendida por R$ 50. No caso dessa quadrilha, o entorpecente era negociado por meio de aplicativos de mensagens no celular e entregue na casa dos clientes, em bairros como Copacabana, Ipanema e Leblon, de carro.

— Os criminosos misturam a substância com etanol e a vendem já preparada para uso. Com conta-gotas, as pessoas misturam em bebidas em uma garrafa plástica e inalam discretamente, sem ninguém imaginar o que tem ali — explica o delegado Gustavo Castro, titular da DCOD e responsável pelo inquérito.

Na operação dsta quinta-feira, foram apreendidos ainda 375 comprimidos de ecastasy, 250g de cocaína pura, 31 papelotes da droga, 16 caixas de cetamina, embalagens para a venda das drogas e máquinas de cartão.

Três homens foram presos: Brito Montano, que cedia o imóvel para armazenagem do material; José Vandi, taxista; e Francisco Rodrigo Gomes Lira, que entregava as encomendas aos usuários. Eles foram autuados por tráfico e associação para o tráfico de drogas. A polícia estima que os suspeitos lucravam R$ 200 mil com o esquema criminoso.

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