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Prevenção

Saiba como proteger seu cachorro contra a leishmaniose visceral

É recomendado que os cães utilizem coleiras impregnadas com Deltametrina a 4%
Por Redação
20/08/2017 | 18:45

A longo prazo, a medida mais efetiva para acabar com a doença é combater o mosquito-palha, transmissor da leishmaniose.

Mas também é fundamental adotar medidas de prevenção inclusive para cães, já que são os hospedeiros do parasita. Para cada humano afetado, a estimativa é que haja 200 cães atingidos pela doença, segundo o Ministério da Saúde. Confira algumas dicas para ajudar na prevenção dos animais:

Saiba como proteger seu cachorro contra a leishmaniose visceral - Agora RN

Limpeza

Recomenda-se a limpeza periódica dos quintais, por meio da retirada da matéria orgânica em decomposição (folhas, frutos, fezes de animais e outros entulhos que favoreçam a umidade do solo) e destino adequado do lixo orgânico, a fim de impedir o desenvolvimento das formas imaturas dos flebotomíneos.

Realizar a poda periódica das árvores, além de evitar a criação de porcos e galinhas em área urbana também são medidas importas, além de limpar os abrigos de animais domésticos.

Repelente

É recomendado que os cães utilizem coleiras impregnadas com Deltametrina a 4%. As coleiras devem ser utilizadas em todos os cães, mesmo naqueles que tiverem sido vacinados.É importante ressaltar que o uso das coleiras não pode ser interrompido. Elas devem ser sempre substituídas quando perderem o prazo de validade.

Vacina

Atualmente existe uma vacina antileishmaniose visceral canina em comercialização no Brasil. Os resultados do estudo apresentado pelo laboratório produtor da vacina atendeu às exigências, o que resultou na manutenção de seu registro pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento. No entanto, não existem estudos que comprovem a efetividade do uso dessa vacina na redução da incidência da leishmaniose visceral em humanos. Dessa forma, o seu uso está restrito à proteção individual dos cães e não como uma ferramenta de Saúde Pública.

A vacina é indicada somente para animais sem sintomas para a doença e com resultados negativos para leishmanioses visceral.

Sintomas em animais:

– emagrecimento;

– enfraquecimento dos pelos;

– apatia;

– descamação ao redor dos olhos, focinho e ponta das orelhas;

– crescimento exagerado das unhas;

– conjuntivite ou outros distúrbios oculares;

– aumento de volume na região abdominal;

– diarreia, hemorragia intestinal e inanição.

Sintomas em humanos:

– febre intermitente com semanas de duração;

– fraqueza;

– perda de apetite;

– emagrecimento;

– anemia;

– palidez;

– aumento do baço e do fígado;

– comprometimento da medula óssea;

– problemas respiratórios;

– diarreia;

– sangramentos na boca e nos intestinos.

 

 

 

Fonte: Zero Hora