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Entrevista
Potiguar Roberta Sá comemora indicação ao Grammy Latino 2023: “Feliz em representar o RN”
Cantora e compositora fala sobre carreira e projeção para o futuro
Caroll Medeiros
01/11/2023 | 09:09

A cantora potiguar Roberta Sá foi indicada ao Grammy Latino 2023 pela categoria de melhor álbum de samba/pagode por seu último trabalho, “Sambasá” (Ao Vivo). Natural de Natal, Roberta é considerada um dos talentos mais relevantes da atualidade para a música brasileira, mergulhando nas raízes deste ritmo que é uma marca do país.

O samba sempre norteou a discografia da artista, que concorre ao gramofone dourado ao lado de bambas como, Martinho da Vila, Maria Rita, Thiaguinho, e Mumuzinho. Com a intenção de recriar o clima das rodas de samba, a cantora Roberta Sá deu vida ao álbum “Sambasá”, lançado em 2022. O prêmio homenageia obras gravadas em espanhol, português ou em idiomas, dialetos ou expressões idiomáticas reconhecidas na Ibero-América.

O disco, que conta com sete faixas (três inéditas) e tem a participação especial de Péricles e Zeca Pagodinho, é mais um capítulo da trajetória da artista no mundo do samba. Ela gravou o projeto no Circo Voador, no Rio de Janeiro, e tem circulado em turnê por diferentes cidades.

Não é a primeira vez que Roberta Sá é indicada ao Grammy Latino. Em 2007, seu nome apareceu entre os indicados na categoria de “Artista revelação”, junto com o sambista Diogo Nogueira e, em 2017, na categoria “Melhor Álbum de Samba/Pagode”, por sua produção “Delírio no Circo”.

Quem a vê brilhando nos palcos nem imagina que ela quase seguiu profissão no Jornalismo. De férias na faculdade, aproveitou o tempo livre para soltar a voz na segunda edição do Fama, reality musical da Globo, em 2002.

A potiguar viu a carreira tomar um rumo inesperado quando Gilberto Braga a convidou para fazer a regravação da música “A Vizinha do Lado”, de Dorival Caymmi, para ser tema da personagem de Juliana Paes em Celebridade. Estreou o primeiro disco já com música na novela, conquistando grande visibilidade.

Desde que lançou “Braseiro”, em 2005, Roberta Sá trilhou uma carreira de crescimento exponencial em termos de sucesso e aclamação. Transitando entre a bossa nova, o samba e a MPB. Em entrevista exclusiva à Revista Cultue, Roberta conta qual foi o sentimento de ser novamente indicada ao Grammy Latino, sua relação com o Rio Grande do Norte, e sobre o processo de protagonismo feminino no Samba que por muito tempo teve o palco e o sucesso dominados por homens. Confira:

Revista Cultue – Você foi uma das artistas reveladas pelo programa “Fama”, no início dos anos 2000. Como você avalia sua carreira tantos anos depois?
Roberta Sá – Estou há 20 anos conseguindo viver de música nesse país! Me sinto extremamente privilegiada. Estou no meu melhor momento vocal e como performer. Demorei para me livrar da imagem de “boa moça” e me entregar ao palco, então sinto que estou apenas começando! A maternidade inaugurou uma nova mulher, mais experiente e consciente de suas potências e limitações – o que é extremamente positivo pro meu canto.

Cultue – Como é a sua relação com o Rio Grande do Norte nos dias de hoje?
Roberta Sá – Eu tenho minha família toda em Natal. E acho que esse lance de ancestralidade é muito sério. Eu amo ser nordestina. Celebro e honro minhas raízes e as carrego sempre comigo.

Cultue – Qual o sentimento de ser indicada ao Grammy Latino 2023?
Roberta Sá – Eu fiquei muito feliz. O “Sambasá” nasceu junto com minha filha, com participação direta do pai dela. É um projeto muito especial pra mim e com novos músicos, uma empresária mulher do nosso lado, que faz muita diferença. Então concorrer a esse prêmio significa que correr atrás do que você acredita, com liberdade e amor, compensa.

Cultue – Você foi indicada na categoria de melhor álbum de samba/pagode ao lado de nomes como Martinho da Vila, Maria Rita, Thiaguinho, e Mumuzinho. Como é representar o RN em uma das premiações mais importantes da música?
Roberta Sá – Estar no meio desse time é reconhecimento e responsabilidade. Fico extremamente feliz em representar o Rio Grande do Norte e vejo o samba crescer cada vez mais no estado, o que me deixa muito feliz. Gostaria, inclusive, de fazer mais por esse movimento.

Cultue – Por muito tempo, as mulheres não tiveram vez no samba. Não que não estivessem lá, mas as rodas de samba, as composições, o palco e o sucesso eram territórios dominados por homens. Ainda assim, grandes sambistas mulheres deixaram suas marcas na história. Como você avalia o movimento atualmente?
Roberta Sá – As mulheres estavam como intérpretes, como musas… Como compositoras, menos. Por exemplo, D. Ivone Lara e Jovelina Pérola Negra abriram muitos caminhos para que nós pudéssemos estar onde estamos. Por isso que o “Sambasá” é uma homenagem a todas essas mulheres corajosas e desbravadoras. Ainda há muito a ser feito e lembrá-las é também estar em contato com a coragem.

Cultue – Conte um pouco mais sobre o conceito do show “Sambasá”. Como surgiu o desejo de mergulhar mais profundamente no universo do samba?
Roberta Sá – Eu canto samba desde a primeira faixa do meu primeiro disco, “Eu Sambo Mesmo”. O samba sempre esteve presente. Mas realmente nunca como agora. Acho que é um caminho sem volta. O Sambasá nasceu pra ficar.

Cultue – Uma das marcas do repertório é a forte presença de canções escritas por mulheres. Como foi o processo de seleção dessas canções?
Roberta Sá – Juntei os sambas mais emblemáticos da minha história, com inéditos e clássicos que eu adoraria cantar. Testei com o público em duas rodas no Rio e chegamos a esse resultado.

Cultue – Na sua agenda de shows, você volta a Natal em novembro para o Festival de Samba Ribeira Boêmia. Qual a expectativa de trazer novamente o “Sambasá” para a sua terra?
Roberta Sá – Eu estou muito animada. Sempre faço show em teatro, que é maravilhoso, mas tinha o desejo de cantar esse show com a galera em pé, dançando! Um festival de samba, com a turma do Ribeira Boêmia, que são pessoas muito queridas e fazem um trabalho tão especial em Natal, vai ser uma festa linda!

Cultue – Você tem acompanhado os artistas da nova cena da música brasileira? Como você avalia as mudanças da indústria e do cenário musical?
Roberta Sá – Tudo está em constante transformação. O que não muda é a quantidade de talento que o Brasil produz. Vejo com entusiasmo conquistas internacionais de colegas que chegam aonde nunca se imaginou chegar no universo do pop. Sou otimista e penso que estamos numa ótima fase para música.

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