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Entrevista
Representante dos hotéis cobra medidas para evitar “colapso” na economia local
Presidente no RN da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, José Odécio Júnior afirmou que o cenário no Rio Grande do Norte é preocupante. Alguns hotéis estão fechados e outros planejam fechar por causa da baixa na movimentação
Redação
26/03/2020 | 05:00

Os danos causados à economia brasileira pela pandemia do novo coronavírus podem ser maiores do que os provocados pela doença em si (covid-19), com o aumento exponencial do desemprego, de acordo com o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no Rio Grande do Norte (ABIH- -RN), José Odécio Júnior.

Para ele, a economia vai entrar em “colapso” se medidas não forem tomadas. José Odécio afirmou que o cenário no Rio Grande do Norte é extremamente preocupante. Alguns hotéis estão fechados e outros planejam fechar por causa da baixa na movimentação.

A perspectiva é de que, segundo ele, em abril, 90% dos hotéis do Estado suspendam as atividades. O cenário também é estendido ao setor de bares e restaurantes. “O quadro é desolador, razão pela qual a gente apresentou medidas ao Governo do Estado, como a suspensão da conta de energia e a isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nos próximos quatro meses, para setores como gás e energia. Os próximos 12 meses para o turismo serão de recuperação. O Estado está recebendo da União uma compensação pela queda de receita e precisa repassar isso à sociedade”, explicou o presidente da ABIH-RN, em entrevista nesta quarta-feira (25) à Rádio Agora FM (97,9).

Sobre o pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro na noite de terça-feira (24), que defendeu o relaxamento das regras de isolamento social, José Odécio declarou que o objetivo do presidente era não trazer transtorno e pânico à sociedade. “Quando ele fala em isolamento de grupos de risco, ele está falando com base em dados da pandemia no mundo. As pessoas desse grupo precisam, de fato, ficar isoladas. Mas a economia tem que destravar pouco a pouco no mais curto prazo. O que o presidente está tentando dizer é: a gente vai deixar os grupos de risco em casa e permitir que a economia volte”, disse José Odécio.

“Se você olhar os dados percentuais de mortes, você vai perceber que ocorre menos (mortes) do que o H1N1. Quando Bolsonaro fala ‘gripezinha’, é apenas uma forma de falar. Vamos ver o que é essencial e que o governo está fazendo”, acrescentou. O presidente da ABIH-RN criticou a atuação da oposição diante do cenário atual do País. “No Brasil, a gente tem uma oposição que quer que o País quebre para tirar o presidente.

Proporcionalmente não vai morrer tanta gente com essa gripe, mas (a oposição) fica tentando jogar a população contra o presidente e criar um clima para pedir a saída dele do poder”. José Odécio defendeu ainda que não haja eleição neste ano e que a verba do fundo partidário seja destinada à saúde. Ele elogiou as ações adotadas pelo presidente Jair Bolsonaro e criticou a falta de sintonia entre o chefe do Executivo nacional e os governadores.

“O governo federal está agindo com prudência e parcimônia, preocupado com a saúde e com a economia. Os governadores fazem politicagem. João Dória já recua em São Paulo, pedindo para que as empresas voltem a funcionar. As pessoas precisam de emprego e é necessário avançar. Fica um jogo de comadre entre o presidente e governadores. Mas acho que Bolsonaro vai bem, obrigado”, disse.

O presidente da ABIH-RN também comentou sobre a atuação da governadora Fátima Bezerra e do prefeito de Natal, Álvaro Dias. “Aos poucos o governo (estadual) começa a se organizar e está indo bem. Estive no Gabinete Civil e percebi que há uma organização geral para se preparar para uma eventual busca aos órgãos de saúde. O prefeito Álvaro Dias também tem tomando algumas medidas. Ele vai preparar o Hotel Parque da Costeira para receber eventuais pacientes”, registrou.

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