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Reformas abrirão novos mercados e ampliarão “na marra” visão do brasileiro

23/06/2017 | 11:46

Tratando-se do atual momento político e econômico, poderíamos dividir o Brasil em duas partes: a que está parada e a que está tentando andar. Esta última tem pautas importantíssimas, que podem melhorar o desempenho econômico atual dando novas e boas perspectivas para o futuro de médio e longo do mercado nacional, principalmente por trazer consigo duas (das tantas necessárias, a começar pela política) reformas de suma importância: a da previdência e a trabalhista.

Estas duas reformas mexerão com os atuais padrões das possibilidades de aposentadoria pelo sistema público (INSS) e da relação trabalhista, do empregado com o empregador. Sem entrar no mérito se são boas reformas ou não (não temos espaço nesta coluna; quem sabe numa próxima), considerando os milhares de interesses coletivos e individuais envolvidos em ambas, as duas deverão provocar uma revolução no mercado de trabalho e na forma como vemos nossos proventos para o fim da vida, quando não estivermos mais ativos no mercado de trabalho.

A reforma trabalhista, nos moldes em que está (hoje no Senado) deverá provocar duas situações: um grande número de pessoas buscando o mercado financeiro (seja como empreendedor, seja como investidor), e a mudança de visão sobre as formas de previdências para remuneração após aposentaria. Essas duas “revoluções”, possivelmente, acontecerão no Brasil, pois, ficará claro para cada um de nós que a melhor forma de garantir o futuro é gerirmos nossos ganhos nós mesmos. E isso já é possível, por exemplo, através da compra de títulos da dívida pública via Tesouro Direto, onde qualquer pessoa, a partir de R$ 100, pode comprar papéis e garantir seus ganhos futuros. Em Natal já existe empresa (pelo menos uma) que oferece em seu escritório treinamento para que pessoas operarem seus ativos na Bolsa de Valores, sem custo para elas, e ainda remunerando-as por comissão pelos ganhos obtidos nas transações financeiras, modelo de negócio que já existe nos EUA há algum tempo.

A ideia de “pessoa-empresa” ganhará muitos adeptos nos próximos anos, onde um profissional torna-se empresa, ainda que preste serviços corriqueiros para outra empresa, mas receberá todo o dinheiro acordado em contrato, aplicando onde julgar interessante, e não mais dando parte dos seus rendimentos ao governo, sem escolha de não fazê-lo, vendo – o ser aplicado em fundos que rendem (pra não dizem que dão prejuízo ao contribuinte) praticamente nada.

Ainda estamos muito presos à ideia de que o Estado cuidará de nós quando ficarmos velhinhos, que nos dará hospitais com médicos e remédios, que dará segurança, e nos oferecerá boas condições de vida para desfrutarmos dos nossos últimos anos, décadas… Mas, temos visto, até aqui, que isso não é verdade. As reformas deixarão isto ainda mais claro, pelo menos para alguns.

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