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Record coloca atriz de 81 anos para participar de aglomeração em programa de apresentador diabético na pandemia
Geraldo Luís é diabético. O comportamento vai na contramão das recomendações da OMS. Apresentador tem contato físico com a atriz Maria Gladys, idosa
TV POP
05/02/2021 | 12:19

A equipe do programa A Noite é Nossa continua empenhada na disputa pelo troféu de maior ameaça da saúde pública em 2021. Depois da festa clandestina em um posto de gasolina, os profissionais da atração da Record inovaram com uma nova aglomeração, dessa vez com a participação de Maria Gladys, atriz de 81 anos.

Pelas recomendações da Organização Mundial da Saúde, a veterana deveria estar isolada em sua casa até chegar a sua vez na fila da vacinação para o coronavírus. Isolamento, por sinal, não era um problema para a atriz: ela estava isolada em um sítio de Minas Gerais há três anos.

Maria Gladys, porém, surgiu no palco de A Noite é Nossa na noite desta quarta-feira (3). Ela foi a personagem da semana do programa de Geraldo Luís e relembrou momentos marcantes de sua trajetória profissional, como o namoro com o cantor Roberto Carlos e a ajuda financeira de Tim Maia.

A escolha da emissora em convidar uma atriz de 81 anos para participar presencialmente de uma atração ao vivo em São Paulo já é suficientemente problemática e questionável por si só, mas fica ainda mais preocupante quando outros fatores são levados em consideração.

Além da equipe do A Noite é Nossa demonstrar publicamente total desdém ao vírus que já matou mais de 226 mil brasileiros, o programa tem promovido semana após semana aglomerações no palco. Humoristas, bailarinas, personagens quase sem função e até mesmo uma platéia (com várias idosas) participam de todas as edições do show — além, é claro, de Geraldo Luís, dos câmeras e da equipe técnica necessária no estúdio.

Geraldo, por sinal, é diabético e também está no grupo de risco da pandemia. Em março do ano passado, a rede o afastou do comando do Balanço Geral de São Paulo justamente com a justificativa de preservar a sua saúde. Agora, isso não parece mais ser um problema para a diretoria da emissora.

Ao convidar uma atriz octogenária para frequentar um programa ao vivo em plena segunda onda de contaminações em São Paulo, a Record mostra que está vivendo em outro mundo, em um cenário em que a pandemia já se tornou uma lembrança, e dá um péssimo exemplo ao seu telespectador. Para ficar pior, só mesmo se a equipe apostar em outra festinha clandestina durante a madrugada.

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