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Leitura
Rafael Motta articula ampliação de recursos para compra de livros
Níveis de leitores no Brasil vêm diminuindo nos últimos anos. De acordo com dados da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, entre 2015 e 2019, a porcentagem de leitores caiu de 56% para 52%, o que representa que 4,6 milhões de brasileiros perderam o hábito da leitura. Cerca de 66% dos brasileiros não frequentam rotineiramente as bibliotecas.
Redação
18/06/2021 | 09:02

De acordo com o último Censo Escolar, apenas 31% das escolas de educação básica possuem biblioteca ou sala de leitura. Para estimular a criação, manutenção e atualização de acervos, a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados irá votar nas próximas semanas o Projeto de Lei nº 391/2019 de autoria do deputado potiguar Rafael Motta (PSB).

O relatório protocolado pelo deputado Diego Garcia (Podemos) na última segunda-feira, 14, determina estímulos fiscais para pessoas físicas e jurídicas que doem acervos ou patrocinem construção, manutenção e ampliação de bibliotecas públicas, museus, arquivos públicos e cinematecas, além de definir que cada ente federativo é responsável pela manutenção de tais equipamentos.

“O texto apresentado foi uma construção conjunta com o relator para viabilizar a aprovação do projeto. Agora estamos articulando a aprovação com os demais membros da Comissão de Educação para que o projeto apresentado em 2019 ande e possamos aplicar essa política pública que é urgente”, explica Motta.

Leitura no Brasil

Níveis de leitores no Brasil vêm caindo nos últimos anos. De acordo com dados da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, entre 2015 e 2019 a porcentagem de leitores caiu de 56% para 52%, o que significa que 4,6 milhões de brasileiros perderam o hábito da leitura. Embora o país tenha mais de 6,7 mil bibliotecas públicas no país e cerca de três mil bibliotecas comunitárias, cerca de 66% dos brasileiros não têm a rotina de frequentar tais equipamentos.

O estímulo à criação e manutenção de bibliotecas nas escolas pode reverter tais índices e ajudar a melhorar a performance dos estudantes em avaliações como o Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), que aponta uma média brasileira em leitura abaixo da média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.

Relatório do Banco Mundial utilizado por Rafael Motta na argumentação feita na Comissão aponta que a pandemia agrava ainda mais o nível de leitura e compreensão de textos dos estudantes do Brasil. Antes da pandemia, 50% dos alunos brasileiros de 15 anos estavam com nível de proficiência abaixo do mínimo. Após 13 meses de suspensão, o índice chegou a 71%, o que significa que 7 em cada 10 estudantes tem dificuldade de ler e compreender textos de tamanho moderado.

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