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Editorial
Quem manda
Redação
11/05/2020 | 03:30

Como líquidos que se amoldam ao formato de uma garrafa, uma parcela dos militares ressuscitados pelo governo finalmente entendeu que, nesse quartel de muitos generais, quem manda mesmo é o capitão.

Isso já era possível ser previsto no ano passado, quando o presidente implodiu o PSL, partido nanico pelo qual se elegeu, cobrando de seus integrantes fidelidade absoluta.

Foi por essa ocasião que os militares, cada dia mais numerosos no governo, começaram a entender como se marcha no Planalto.

Viram um ministro da Saúde ser decapitado só por fazer seu trabalho de olhar como andavam as coisas em São Paulo, simplesmente por ser o governador João Doria um inimigo político de Bolsonaro.

Intrigas promovidas pelos filhos do presidente já haviam se encarregado de por para correr outros ministros, de sorte que não seria o paladino da anticorrupção, Sérgio Moro, um obstáculo.

A pandemia do coronavírus, que jogou a economia no chão e anulou toda a economia projetada para a próxima década pela reforma da Previdência, apenas apressou os planos absolutistas do presidente.

Agora, uma informação nova aguçou a imaginação dos observadores. Os gastos com cartão corporativo da Presidência da República, usado para bancar despesas sigilosas do presidente, dobraram no primeiro quadrimestre em relação ao mesmo período do ano passado.

Segundo o Portal da Transparência, entre janeiro e abril, Bolsonaro gastou R$ 3,76 milhões, cujo detalhamento é informação sigilosa.

A pergunta é: por que, em plena pandemia, os gastos do cartão corporativo tão questionados desde o primeiro mandato do ex-presidente Lula, quando o primeiro grande salto de valores foi registrado, voltaram a fugir este ano dos padrões de Dilma Rousseff, Michel Temer e do próprio Bolsonaro no ano passado?

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