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Covid-19
Queiroga: “Não vou adquirir 200 milhões de testes para deixar vencer”
Em meio a grandes filas para testagem da Covid-19, ministro argumentou que problema ocorre em todo o mundo
Metrópoles
19/01/2022 | 17:59

O Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que não vai “adquirir 200 milhões de testes para deixar vencer”. A declaração é uma reação a críticas direcionadas ao Ministério da Saúde, de que a pasta deveria comprar mais testes para detecção da Covid-19.

“Os casos estavam baixo. Há política de testagem no país, mas com a variante Ômicron, os casos aumentaram em todo o mundo. Houve problema de abastecimento de testes. Não vou adquirir 200 milhões de testes para deixar vencer. Não estava tendo demanda”, declarou.

A fala foi feita em resposta a jornalistas, durante evento para assinatura de repasse de verba para a atenção primária na Bahia, estado atingido por enchentes. O recurso, que totaliza R$ 104,5 milhões, será destinado aos 155 municípios baianos em estado de calamidade pública.

“Os que estão me criticando podem me criticar à vontade, mas essas coisas, narrativas, ‘Ah, atrasou vacina de crianças’, [quem diz isso] comprou quantas vacinas de criança? Outros que estiveram aqui no passado, mas nada fizeram, quantas vacinas compraram? Tem que ter distribuído 400 milhões de doses, pelo menos”, reclamou o ministro.

Quando questionado sobre a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que adiou a decisão sobre autotestes nesta quarta-feira (19/1) e solicitou mais informações ao Ministério da Saúde, Queiroga afirmou não ter tido acesso ainda ao inteiro teor da decisão.

“Vamos nos manifestar de forma tempestiva”, afirmou. “A resposta será clara, como tudo no governo Jair Bolsonaro”.

Falta de testes

A pasta tem sido pressionada frente às longas filas que a população tem enfrentado para testagem da Covid-19. A deputada federal Sâmia Bomfim (PSol-SP) enviou uma série de questionamentos ao Ministério da Saúde sobre a testagem em massa para o diagnostico de coronavírus.

A parlamentar lembrou que, segundo relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), o Ministério da Saúde cancelou a compra de 14 milhões de testes rápidos de antígeno para a detecção da Covid pelo SUS, no ano passado.

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