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Eleições 2020
PT cogita fazer prévia para decidir quem vai ser candidato a prefeito
Presidente municipal do partido diz que objetivo é chegar a um consenso nos próximos dias, diante da proximidade das eleições. Se não houver acordo, partido pode partir para a votação interna para decidir quem será o adversário de Álvaro Dias na próxima disputa. De 1992 para cá, partido sempre apresentou candidatura própria em Natal
Redação
27/07/2020 | 23:19

Faltando pouco mais de 100 dias para o primeiro turno das eleições municipais, o PT ainda não definiu quem será o candidato do partido à Prefeitura do Natal este ano. A sigla da governadora Fátima Bezerra – que, nas duas últimas eleições (2012 e 2016), lançou Fernando Mineiro para o cargo – agora se divide internamente entre dois nomes: o médico infectologista Alexandre Motta e o senador Jean Paul Prates.

Lideranças do partido não escondiam, meses atrás, que preferiam a deputada federal Natália Bonavides. Ex-vereadora e deputada mais votada na capital potiguar nas eleições de 2018, ela era o quadro mais cotado pela militância petista e vinha aparecendo em pesquisas internas como o nome mais forte da legenda para a disputa.

A deputada, contudo, rejeitou todos os convites até agora – até mesmo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que a incentivou a ir para a disputa. Ela tem dito que pretende concluir o mandato de deputada federal. “A conjuntura nacional está sendo determinante e é onde acho que posso dar uma contribuição maior”, afirmou, na última entrevista ao Agora RN sobre o assunto.

Outro nome cogitado, Fernando Mineiro também já manifestou ao partido que não quer mais ser candidato. Derrotado em 2012 e 2016 para prefeito de Natal e atual suplente de Natália Bonavides na Câmara dos Deputados, ele hoje é secretário de Gestão de Projetos e Metas e Relações Institucionais do governo Fátima Bezerra. Cabe à pasta dele a coordenação do programa “Governo Cidadão”, que executa projetos no Estado com financiamento do Banco Mundial.

Com as negativas de Natália e Mineiro, o nome que passou a despontar no partido foi o de Alexandre Motta. Médico infectologista com atuação no Hospital Giselda Trigueiro – referência no atendimento de pacientes com Covid-19 em Natal –, ele colocou seu nome à disposição do PT ainda no ano passado. Desde então, tem feito críticas constantes à gestão do prefeito Álvaro Dias.

Contudo, nas últimas semanas, ele ganhou um potencial adversário: Jean Paul Prates, que assumiu a cadeira no Senado após Fátima Bezerra renunciar para ser empossada como governadora do RN. Nas últimas semanas, diante da possibilidade de candidatura a prefeito, ele também tem firmado sua postura de oposição em relação à gestão de Álvaro Dias.

Segundo a vereadora Divaneide Basílio, presidente do PT em Natal, o partido tentará chegar, nos próximos dias, a um consenso sobre o melhor candidato entre Alexandre e Jean Paul. Caso não haja acordo, a legenda poderá partir para uma rodada de “prévias”, ou seja, uma votação interna. O mais votado seria escolhido como o candidato para disputar a sucessão de Álvaro Dias na capital potiguar.

“O Diretório Municipal do PT tem se reunido periodicamente para avançar na construção de um programa eleitoral e de uma estratégia para as eleições municipais de 2020. Desde o início do ano, temos um Grupo de Trabalho Eleitoral debatendo essa questão. Temos como objetivos principais ampliar nossa bancada na Câmara de vereadores e oferecer a Natal uma candidatura majoritária que represente um modelo de cidade diferente do que é executado pela atual gestão”, disse a parlamentar, em nota enviada ao Agora RN nesta segunda-feira (27).

Divaneide ressaltou que o objetivo é chegar a um consenso nos próximos dias, diante da proximidade das eleições. “Como presidenta, é uma honra que a escolha do partido esteja entre dois pré-candidatos do quilate do médico Alexandre Motta e do senador Jean Paul Prates. Nos próximos dias, a legenda fará uma escolha interna esses nomes”, concluiu.

Entre os petistas, há também quem não descarte a possibilidade de o partido apoiar outro candidato – indicando o vice, por exemplo. A chance, porém, é considerada remota, pois a sigla não quer quebrar a tradição de lançar candidaturas próprias na capital potiguar, mesmo que nunca tenha conseguido eleger ninguém.

A última vez que o PT não teve candidato próprio a prefeito de Natal foi em 1988, quando apoiou Waldson Pinheiro. Apoiar outro nome agora quebraria a tradição do partido e não faria sentido principalmente pelo fato de, agora, a legenda ter o comando do Governo do Estado, com Fátima Bezerra.

Um documento da Executiva Municipal estabelece que o partido terá candidatura própria nas próximas eleições em Natal.

Os dois mais cotados

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