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Política
PSTU prepara nomes para disputar todos os cargos nas eleições estaduais
Presidente estadual da sigla diz que nomes serão apresentados aos potiguares ainda nos próximos dias
Adenilson Costa | Repórter de Política
09/04/2022 | 09:00

“Não acredito que as eleições, sozinhas, possam mudar a vida das pessoas. Essa democracia dos ricos é um terreno muito limitado para as transformações políticas necessárias para acabarmos com a exploração e a desigualdade. Mas, tampouco, achamos que seja correto não apresentar um nome socialista e revolucionário que possa enfrentar gente como Rogério Marinho, Carlos Eduardo Alves, da oligarquia dos Alves e aliado do PT e de Fátima Bezerra. Certamente o PSTU terá um candidato ao Senado, com um programa que seja um ponto de apoio para a revolta popular que esse país e o Estado precisam”, afirmou o presidente estadual do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), Dário Barbosa.

Em entrevista exclusiva ao AGORA RN, nesta sexta-feira 8, ele disse que o partido se prepara para apresentar nos próximos dias os nomes que concorrerão às eleições gerais pelo partido, no Rio Grande do Norte. Um deles, o da servidora pública Rosália Fernandes, foi definido para disputar o governo do Estado, mas para cargos majoritários de vice e governador e as nominatas para deputado federal e estadual ainda estão sendo analisadas internamente.

“Vamos apresentar nossos candidatos e candidatas no meio de abril, quando serão definidas as candidaturas. Apresentaremos nossos nomes a todos os cargos e serão trabalhadores da saúde, educação, moradores da periferia e dirigentes sindicais. É certo que teremos candidatos próprios e não iremos apoiar candidaturas de outros partidos”, afirmou Dário.

Ele confirmou que o objetivo é ter nomes de trabalhadores do serviço público estadual para as nominatas voltadas à Assembleia Legislativa, como Alexandre Guedes, trabalhador do Detran, Luciana Lima e Socorro Ribeiro, professoras da rede pública. Já para as nominatas focadas na Câmara Federal, são nomes como “dos professores da rede estadual Nando Poeta e Ana Célia, e do enfermeiro Manoel Egídio”, citou.

“Temos consciência que a dificuldade para eleger ao menos um parlamentar federal é ainda maior. Mas isso não nos intimida, já que pensamos nas eleições como um momento de apresentar mais profundamente nosso programa socialista de mudança do estado e do país”, continuou Dário.

E afirmou que o PSTU potiguar também vai entrar na disputa pela cadeira de senador da República. “Ainda é uma discussão dentro da legenda, mas uma das possibilidades é meu nome, que está à disposição do partido para apresentar aos trabalhadores e ao povo do RN uma alternativa aos nomes das elites e seus aliados”, revelou o presidente estadual da sigla.

PRÉ-CANDIDATA AO GOVERNO. “O nome e a figura de Rosália Fernandes são muito importantes para o PSTU. É uma mulher forte, feminista, trabalhadora da saúde do estado e muito respeitada no movimento sindical e dos trabalhadores. Achamos que é fundamental apresentarmos uma mulher trabalhadora para concorrer ao governo, que represente a luta contra o machismo e a violência, mas não só por ser mulher, e sim, principalmente, por ser uma mulher socialista”, afirmou o presidente estadual do PSTU.

Para ele, há condições para eleger Rosália Fernandes. E defendeu que não fará alianças políticas com outros partidos, sobretudo, porque o programa que eles defendem é “incompatível” com a política praticada pela maioria das outras legendas.

“O que estamos fazendo é construir, nacionalmente, o Pólo Socialista e Revolucionário, um bloco que está reunindo o PSTU, ativistas independentes, outras organizações socialistas e até setores do Psol, que discordam do caminho que este partido vem tomando. Este Pólo Socialista pretende atuar também depois que elas passarem, porque queremos construir uma unidade de organizações na luta diária dos trabalhadores, que seja capaz de impulsionar uma revolução no país”, esclareceu.

Recentemente, o PSTU lançou a socióloga Vera Lúcia Pereira como pré-candidata à Presidência pelo partido. “Vera representa a necessidade de colocarmos para fora Bolsonaro e toda sua corja. Essa é a tarefa número 1 da classe trabalhadora brasileira, mas essa tarefa não pode ser usada como desculpa para apresentar um projeto de conciliação de classe com setores da burguesia, como defendem o PT, o PCdoB e a maioria da direção do PSOL”, finalizou Dário Barbosa.

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