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Debate
Psol aprova início de conversas com Rede e PCdoB para avaliar federação
Os partidos Psol, PCdoB e Rede Sustentabilidade estão dialogando sobre a possibilidade de criar uma federação para montar as nominatas nas eleições de 2022
Adenilson Costa
17/12/2021 | 08:32

“A executiva nacional do Psol se reuniu e aprovou a discussão sobre a possibilidade de federação com a Rede e o PCdoB, mas ainda não é definitivo. Foi votada a abertura do diálogo e esses partidos seriam as nossas possibilidades”, afirmou o presidente do diretório estadual do Psol, Danniel Morais, sobre a aprovação do processo de negociações e conversas para se unirem à federação aos dois partidos de esquerda. No entanto, seguirão o que o diretório nacional decidir.

Segundo Danniel, “a Rede é um partido que, aqui no Estado, não está com direção organizada ou não está organizada politicamente no campo da esquerda, não temos visto a Rede dentro desses espaços. Já o PCdoB é um partido que, hoje, compõe o governo Fátima Bezerra, e nós do Psol, apesar de termos um diálogo ideológico com o PCdoB, temos a resolução de não participar do governo petista. Temos esse limitador, que, quando vier a discussão da nacional para o local, pode ser que tenhamos um novo cenário no RN, porque a política muda rapidamente”, declarou.

Por se tratar de uma negociação nacional, o presidente do diretório estadual do Psol disse que ainda não teve como participar das conversas, “mas, esses espaços de diálogo com as direções estaduais só irão acontecer na medida em que esses fatos avancem na nacional. Dessa forma, nós teremos as participações das conversas estaduais, para podermos considerar esse processo da criação da federação”, destacou.

Danniel disse que “pelo que nos chegou no diretório estadual, é uma discussão que vai se iniciar e deve ser concluída por volta de março do ano que vem, tendo em vista que devemos considerar os aspectos locais”, informou.

Segundo o ex-deputado Sandro Pimentel (Psol), “o objetivo da federação é tentar garantir que os partidos ditos menores não caiam na marginalidade, caso não ultrapassem a cláusula de barreira que será de 11 deputados federais eleitos”, explicou.

Para Sandro Pimentel, “como os partidos são nacionais, essas discussões são nacionalizadas, claro, ouvindo as direções e bases nos Estados. Nós decidimos conversar, mas até que surja qualquer decisão sobre federação ainda vai demorar um pouco”, enfatizou.

Analisando os estados

A porta-voz nacional da Rede, ex-senadora Heloísa Helena, em entrevista exclusiva ao jornal AGORA RN, nesta quinta-feira 16, afirmou que, “estamos conversamos com PDT, PSB, PV, Cidadania, PCdoB, entretanto (até agora) o número menor de problemas nos estados seria federação apenas com o Psol”. E continuou, “estamos analisando cada um dos estados para 2022 e para 2024, questões relevantes demais que nos obrigam a ter muita cautela”.

Segundo Heloísa Helena, “queremos decidir até final de janeiro, pois se não ficarmos na Federação vamos fazer o combate de superação da Cláusula de Barreira com chapa própria, como já vínhamos nos preparando”, explicou.

Heloísa Helena disse ainda que, “já temos o quadro político de todos Estados, portanto o debate será feito pelas direções nacionais dos partidos, ouvindo os Estados, como já estamos fazendo há vários meses. Se em janeiro identificarmos muitos problemas, seguiremos sem Federação”, finalizou.

Necessidade histórica

O presidente do PCdoB no Rio Grande do Norte, Divanilton Pereira, explicou que, “os objetivos nacionais da sigla priorizam a formação de uma frente ampla orgânica e inorgânica contra o presidente Jair Bolsonaro e ampliar nossa representação no Congresso Nacional. Aqui no RN, nós já aprovamos o apoio à reeleição da governadora Fátima Bezerra e do seu vice, Antenor Roberto. É uma necessidade histórica que se impõe”.

O PCdoB no Estado acredita que uma federação poderá criar aos demais integrantes regionais melhores condições de competitividade eleitoral de nominatas, além de criar um núcleo partidário capaz de dar maior estabilidade à governabilidade e às execuções programáticas do governo Fátima Bezerra e Antenor Roberto.

Segundo Divanilton Pereira, “o PCdoB Potiguar já opinou e defende que constituamos uma Federação Partidária mais ampla, que inclua além do Psol e a Rede, o PSB e o PT. Os diálogos estão em curso”, disse.

Para o vereador de Natal, Pedro Gorki (PCdoB), “o partido muito acertadamente, vem tecendo a federação com os fios da unidade. O Comitê Central do Partido, que eu faço parte enquanto membro mais jovem, definiu pela celeridade da construção de uma federação que contribua para a derrota do projeto anti-povo em curso, para o fortalecimento do PCdoB em seu centenário e para a conquista de um governo de amplas e avançadas forças políticas, que reconstrua a democracia e a nação brasileira a partir de um Projeto Nacional de Desenvolvimento”, finalizou.

Regulação das federações

Por unanimidade, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu regulamentar o instrumento das federações partidárias. A proposta confere às federações personalidade jurídica distinta dos partidos que a compuserem e garante que as cotas de gênero sejam observadas.

A união de partidos em federações foi instituída pelo Congresso na reforma eleitoral de 2021 e possibilitará fusões e incorporações de legendas que não tenham conseguido cumprir a cláusula de desempenho, estabelecida no artigo 17 da Constituição Federal, e que será aplicada no pleito de 2022.

Assim, legendas menores conseguirão sobreviver, desde que consigam se unir com outras maiores. Para isso, precisarão seguir algumas regras, como ter uma atuação conjunta por quatro anos.

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