BUSCAR
BUSCAR
Greve

Professores de universidades federais anunciam greve a partir desta segunda; veja lista

UFRN e UFERSA não estão na lista das 18 universidades federais cujos professores anunciaram greve
Redação
14/04/2024 | 16:09

Professores de universidades, centros de educação tecnológica e institutos federais em todas as regiões do Brasil optaram por iniciar uma greve a partir de segunda-feira 15. O movimento é liderado pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN).

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN, a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) e o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) não aparecem na lista de instituições federais com greves de professores anunciadas para a data.

votação andes sn greve de professores
A decisão foi tomada por votação no Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior, realizada na terça-feira 10, na sede do Sindicato Nacional, em Brasília (DF) - Foto: Divulgação/Andes-SN

Na UFRN e na Ufersa, os servidores técnico-administrativos deflagraram greve no mês de março. No IFRN, a greve dos técnico-administrativos foi iniciada em abril.

Os professores da UFRN aprovaram um indicativo de greve em assembleia realizada na noite de 9 abril. A decisão final sobre a greve, porém, será determinada por meio de um plebiscito agendado para os dias 15 e 16 deste de abril. Caso a greve seja aprovada, o início da greve está previsto para o dia 22 de abril, por tempo indeterminado.

Demandas dos professores de instituições federais

Em pauta nacional unificada, os docentes das universidades federais pedem reajuste de 22,71%, dividido em três parcelas iguais de 7,06% em 2024, 2025 e 2026. Já o governo federal propõe reajuste zero este ano, e dois reajustes de 4,5% em 2025 e 2026.

O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) ressaltou que, além do aumento salarial, a demanda é pela retomada de investimentos públicos nas instituições federais de educação, especialmente após a redução desses investimentos no governo anterior, sob Jair Bolsonaro (PL).

Gustavo Seferian, presidente da Andes e professor de direito da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), afirmou: “É crucial reestruturar a carreira dos professores e revogar medidas restritivas de direitos, de caráter regressivo, que foram implementadas nos últimos anos, incluindo aquelas relacionadas à previdência, que retiraram direitos e afetam diretamente a aposentadoria, além de medidas que limitam o exercício do direito de greve, entre outras”

De acordo com informações do sindicato, três instituições associadas à entidade já suspenderam suas atividades. Na segunda-feira, outras 17 iniciarão a greve. Cinco já anunciaram indicativos de greve, com previsão de paralisação, enquanto oito estão em estado de greve, indicando a possibilidade de adesão à greve em breve.

Além das 69 universidades, a Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica inclui institutos, Cefets (Centros Federais de Educação Tecnológica, no RJ e MG), escolas técnicas vinculadas às universidades, o Colégio Pedro 2º e a UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná).

Os professores estão se unindo ao movimento iniciado pelos servidores técnico-administrativos em educação em 11 de março, com a participação de trabalhadores de 50 universidades e quatro institutos. A categoria está solicitando a reestruturação do plano de carreira dos cargos técnico-administrativos em educação, incluindo o aumento salarial.

Nota do MEC

Em um comunicado, o Ministério da Educação (MEC) informou que suas equipes têm participado ativamente das negociações, incluindo a mesa nacional de negociação, as mesas específicas de técnicos e docentes estabelecidas pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e a mesa setorial que trata das condições de trabalho.

“O MEC está dedicado a buscar alternativas para valorizar os servidores da educação, mantendo um diálogo aberto e respeitoso com as categorias. No ano passado, o governo federal concedeu um reajuste de 9% para todos os servidores”, diz a nota do Ministério da Educação

Veja a lista de universidades em que os professores estão ou podem entrar em greve:

COM DEFLAGRAÇÃO DE GREVE EM 15 DE ABRIL

  • Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG);
  • Instituto Federal do Piauí (IFPI);
  • Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB);
  • Universidade Federal de Brasília (UnB)
  • Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
  • Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)
  • Universidade Federal de Pelotas (UFPel)
  • Universidade Federal de Viçosa (UFV)
  • Universidade Federal do Cariri (UFCA)
  • Universidade Federal do Ceará (UFC)
  • Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)
  • Universidade Federal do Maranhão (UFMA)
  • Universidade Federal do Pará (UFPA)
  • Universidade Federal do Paraná (UFPR)
  • Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB)
  • Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa)
  • Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR)

COM DEFLAGRAÇÃO/INDICATIVO DE GREVE APÓS 15 DE ABRIL

  • Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet-RJ)
  • Instituto federal do Rio Grande do Sul (IFRS) – campi Alvorada, Canoas, Osório, Porto Alegre, Restinga, Rolante e Viamão;
  • Universidade Federal de Sergipe (UFS);
  • Universidade Federal de Uberlândia (UFU);
  • Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA)

COM INDICATIVO/CONSTRUÇÃO DE GREVE APROVADA SEM DATA DE DEFLAGRAÇÃO

  • Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI)
  • Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
  • Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
  • Universidade Federal do Piauí (UFPI)
  • Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)
  • Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)
  • Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM)

EM ESTADO DE GREVE

  • Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)
  • Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ)
  • Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)
  • Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
  • Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)
  • Universidade Federal do Pampa (Unipampa)
  • Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA)
  • Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)

Com informações de Folhapress e Carta Capital

NOTÍCIAS RELACIONADAS
Moraes quer responsabilizar big techs por publicações em redes sociais
É preciso garantir regulamentação adequada no setor, diz ministro
22/05/2024 às 16:08
Demitido da Petrobras, Prates terá direito a 6 meses de salário extra
Demitido da Petrobras, Jean Paul Prates terá de cumprir seis meses de quarentena, com salário mensal de R$ 133 mil até novembro
21/05/2024 às 15:55
Faustão faz primeira aparição após transplante de rim
Apresentador participou da festa de aniversário do filho caçula
21/05/2024 às 14:23
Batata, banana, laranja e melancia estão mais baratas, segundo a Conab
Cenário é de preço menor também para a banana
20/05/2024 às 12:54
Seguro obrigatório voltará a ser pago em 2025
Nova taxa prevê pagamento de serviços médicos a vítimas de acidentes
17/05/2024 às 14:58
Analfabetismo cai, mas 11,4 milhões ainda não sabem ler e escrever no Brasil, diz IBGE
Em 13 anos, taxa teve uma redução de 2,6 pontos percentuais, caindo de 9,6% para 7%
17/05/2024 às 14:43
Após tratamento para erisipela, Bolsonaro tem alta de hospital
Ex-presidente estava internado no Hospital Vila Nova Star, São Paulo
17/05/2024 às 13:04
Caixa começa a pagar Bolsa Família de maio
Pagamento no Rio Grande do Sul é unificado
17/05/2024 às 12:08
Lula sanciona volta da cobrança do seguro Dpvat, mas veta multa por não pagamento
Presidente vetou os artigos que estabeleciam multa pela falta de pagamento do Seguro Obrigatório
17/05/2024 às 12:00
Judiciário repassa R$ 130 milhões para Defesa Civil gaúcha
Tribunal de Contas deverá fiscalizar aplicação dos recursos
16/05/2024 às 16:48
Copyright Grupo Agora RN. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização prévia.