“Não é apenas uma tentativa de romper as barreiras de segurança da urna eletrônica. É uma contribuição da sociedade para o aprimoramento do sistema eleitoral e o fortalecimento da democracia brasileira”, afirmou o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN), desembargador Gilson Barbosa, sobre o Teste Público de Segurança (TPS) 2021 do Sistema Eletrônico de Votação realizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até a sexta-feira 26. O evento ocorre desde 2009, sempre nos anos que antecedem uma eleição e compõe o calendário permanente de atividades de preparação para um pleito eleitoral.
O presidente do TRE-RN explicou ainda que, durante o TPS, os participantes têm acesso aos códigos-fonte para que possam realizar planos de ataque para tentar descobrir eventuais vulnerabilidades nos sistemas. “Reunir especialistas em Tecnologia e Segurança da Informação para executarem planos de ataque aos softwares e hardwares da urna, além de propiciar melhorias constantes no processo eleitoral, fortalece a confiabilidade, a transparência e a segurança da captação e da apuração dos votos”, afirmou Barbosa.

Durante o Teste Público, o TSE disponibiliza aos participantes acesso aos códigos-fonte para que estes possam realizar planos de ataque e tentar descobrir eventuais vulnerabilidades nos sistemas. O objetivo é aprimorar os sistemas mediante ataques de pessoas físicas, instituições, hackers (no sentido positivo da palavra), que queiram tentar vulnerar as diferentes camadas de proteção do sistema, de forma a ajudar a melhorar o sistema.
O presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, afirmou que esta edição do TPS conta com a participação recorde de 26 investigadores, que, individualmente ou em grupo, buscarão executar 29 planos de ataque nos hardwares e nos sistemas que serão utilizados nas Eleições Gerais de 2022. Para isso, são disponibilizados aos participantes uma ampla estrutura de apoio, com computadores, urnas eletrônicas, impressoras, ferramentas e insumos necessários.
O TPS é o segundo momento do Ciclo de Transparência das Eleições – o primeiro ocorreu em outubro, com a abertura dos códigos-fonte dos sistemas eleitorais, um ano antes das Eleições 2022, para que partidos políticos e diversas instituições públicas e privadas possam fazer as inspeções que desejarem. “Encontrada qualquer vulnerabilidade durante a execução dos planos de ataque, esta será corrigida, sendo os responsáveis pelo respectivo plano convidados, em momento oportuno, a verificar se a questão foi solucionada”, disse Barroso.