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Esportes

Presidente do São Paulo renuncia após derrota no Conselho e operação

Saída ocorre no mesmo dia que a Polícia Civil realizou uma operação de busca e apreensão contra aliados do presidente
Redação
22/01/2026 | 07:13

Júlio Casares anunciou nesta quarta-feira 21 sua renúncia à presidência do São Paulo Futebol Clube. A ação ocorre dias após ter sofrido uma derrota no processo de impeachment no Conselho Deliberativo. O procedimento ainda previa uma assembleia de sócios, a ser convocada em até 30 dias após a reunião.

A renúncia vem no mesmo dia que a Polícia Civil realizou uma operação de busca e apreensão contra Mara Casares e Douglas Schwartzmann, aliados de Casares que estão licenciados. Eles são suspeitos de um esquema de uso irregular de camarotes no estádio MorumBis.

Casares
Dirigente afirma que acusações às quais responde iniciaram com “versões frágeis” - Foto: RUBENS CHIRI / SPFC

Em carta publicada no seu perfil do Instagram, Casares diz que as acusações às quais responde iniciaram com “versões frágeis” e são tratadas como verdade “mesmo sem apresentação de provas robustas”.

A exemplo do ex-presidente Carlos Miguel Aidar, Casares renuncia e garante a permanência entre os conselheiros do Consultivo e continua ativo no clube. Um novo processo, porém, pode discutir sanções. Segundo apurou a reportagem do Estadão, isso dependerá dos desfechos de investigações que podem responsabilizar o agora ex-presidente

Antonio Donizeti Gonçalves, o Dedé, também saiu da diretoria. Ele era diretor-geral do clube social e um dos líderes do Movimento Sempre Tricolor (MSP). A renúncia de Dedé ao cargo é relacionada à operação da Polícia nesta terça-feira, já que Mara e Schwartzmann também integram o MSP.

Em nota enviada à imprensa, Dedé atribuiu a saída a um “ambiente de forte exposição, pressão e ataques que, nos últimos meses, ultrapassaram o âmbito institucional e passaram a atingir sua vida privada e sua família”. Ele exaltou números da sua gestão no clube social.

Outra saída acertada foi a de Márcio Carlomagno. Ele ocupa o cargo de superintendente geral do clube. Carlomagno ainda ficará no clube até o fim do mês.

Em paralelo às renúncias, Casares ainda é investigado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público. Há inquéritos que apuram gestão temerária, desvios dos cofres do clube e uso irregular de camarote no MorumBis.