BUSCAR
BUSCAR
Convenção
PP oficializa chapa dos “delegados de Bolsonaro” para a Prefeitura de Natal
Convenção foi feita para deliberar o posicionamento da coligação majoritária e os nomes e números dos candidatos. Ao todo, o partido vai ter 36 candidatos para a disputa de vagas para a Câmara Municipal de Natal
Redação
14/09/2020 | 07:28

O partido Progressista (PP) promoveu neste sábado 12 a convenção partidária para homologação de candidaturas para o cargo de vereador em Natal. A legenda também confirmou apoio ao nome do delegado Sérgio Leocádio, pré-candidato pelo PSL para a prefeitura da capital potiguar.

A convenção foi feita para deliberar o posicionamento da coligação majoritária e os nomes e números dos candidatos. Ao todo, o partido vai ter 36 candidatos para a disputa de vagas para a Câmara Municipal de Natal. No entanto, o evento teve como plano de fundo a disputa pelo protagonismo do espectro da direita nas eleições municipais em Natal.

“Essa coligação é raiz, não é inventada. Nós temos um DNA. Nós temos um posicionamento claro: é estar ao lado do presidente”, disse o vereador Cícero Martins, atual presidente do PP em Natal.

Quando Cícero Martins, que candidato à reeleição para o cargo de vereador, foi anunciar a lista de pré-candidatos, o papel sumira da mesa. “Um petista passou aqui e levou”, brincou ele, antes de iniciar a chamada para a nominata do partido para as eleições deste ano.

PP e PSL se posicionaram como os defensores do “Bolsonarismo” nas eleições em Natal. Logo no início da convenção, que ocorreu na Câmara Municipal de Natal, as atividades foram iniciadas com uma música homenageando o presidente Jair Bolsonaro. “Tem que começar animado.

Não podemos ficar com este clima de velório”, disse Cícero Martins.
Ele falou, ainda, sobre o posicionamento do presidente Jair Bolsonaro para o primeiro turno das eleições deste ano, que decidiu, de antemão, ficar distante das disputas eleitorais. “Acho que, no segundo turno, ele virá apoiar a gente, eu acredito”, disse.

Ao ser convocado para falar às bases do PP, o delegado Sérgio Leocádio reforçou a questão da direita. Ele também fez críticas duras aos partidos alinhados com o espectro de esquerda.  “O delegado Sérgio Leocádio é Bolsonaro. Vou falar didaticamente a diferença do que é direita e esquerda. Ser esquerda é a quebra dos valores, é apologia às drogas. Ser esquerda é roubar e mentir. Ser direita é respeitar as pessoas; é a verdade; é combater corrupção e é ter Deus no coração”.

Ele também falou sobre a formação dos pré-candidatos. A avaliação do PP é que a legenda terá uma boa votação no pleito de 15 de novembro. “Quero parabenizar a todos que estão aqui. Ninguém veio por conta de cargos ou salários, não se ajoelharam ao sistema, mas estão aqui por uma ideia. Fazem parte de um exército da direita”, salientou.

O vereador também fez críticas ao atual prefeito de Natal, Álvaro Dias, bem ao como àquele que o antecedeu, o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves. “O que podemos melhorar em Natal? Temos uma Câmara que não fiscaliza o dinheiro do povo. A prefeitura tem uma Câmara formada por funcionários. Temos uma fila de 10 mil cirurgias de vesícula e hérnia no Hospital Municipal. A estrutura do hospital é sucateada”, reclamou.

Críticas ao prefeito Álvaro Dias

Segundo Cícero Martins, a prioridade da gestão de Álvaro Dias é a promoção de atividades festivas em Natal. “É o pão e circo”, atacou. Ele também questionou a política de distribuição de alimentos na rede municipal de Natal. “Quem disse que o prefeito Álvaro Dias é ilegal, ilícito, imoral, nepotista e que empregava toda a família, além de ser ímprobo, não foi Cícero Martins mas o ex-prefeito Carlos Eduardo. Ele estava ontem [sexta-feira 11] aqui, na convenção do PDT, de beijos e abraços com Álvaro Dias”, rechaçou.

NOTÍCIAS RELACIONADAS
Av. Hermes da Fonseca, N° 384 - Petrópolis, Natal/RN - CEP: 59020-000
Redação: (84) 3027-1690
[email protected]
Copyright Grupo Agora RN. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização prévia.