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Angústia
Potiguares estão preocupados com o fim do auxílio emergencial
Sem previsão de prorrogação por parte do governo federal e com alta nos preços de insumos básicos, população beneficiada pelo auxílio emergencial segue aflita em meio às indefinições da pandemia
Redação
15/12/2020 | 07:07

Com o último calendário de pagamento previsto para acabar no dia 29 de dezembro, os 1,2 milhão de potiguares beneficiados pelo auxílio emergencial se preocupam com o futuro incerto do programa, da pandemia e da economia.

Em 2020, foram pagos cerca de R$3,6 bilhões em todo o Rio Grande do Norte, o que impactou a rotina de 40% da população, segundo dados disponibilizados no Portal da Transparência do Governo Federal. Para a ambulante Fernanda Pamela, de 34 anos, vai ser difícil manter as contas em dia sem o valor do auxílio e com a baixa do comércio.

“Eu vejo que as coisas estão piorando de novo, mesmo o comércio funcionando e a gente vindo trabalhar, o movimento não está como antes não, as vendas estão paradas, caiu demais. E a doença está voltando, então tem risco das coisas fecharem mais uma vez. Eu acho que depois que passar as festas é o que vai acontecer mesmo, vai dar uma parada de novo, e aí sem o comércio e sem o auxílio, não dá pra ficar né? Se não renovar eu não sei não o que vai ser”, reconheceu Fernanda.

Maria do Socorro, 51, está desempregada por conta da pandemia e faz planos para aplicar o dinheiro. “Vou receber a última parcela agora em dezembro. E depois sem o auxílio vou tentar fazer minhas vendas de cocada, tapioca, pano de prato. Vou usar a última parcela para comprar o coco, a goma e aí voltar para rua para vender”, disse ela.

“Eu tenho a esperança de que pelo menos as coisas voltem aos valores normais que estavam antes da pandemia”, declarou Rivelino Lima, motorista por aplicativo de 35 anos. “Se a gasolina tivesse uma baixa, o gás de cozinha, a energia elétrica, a alimentação… se essas coisas baixarem um pouco o preço, ainda dá para sobreviver. Mas, com a alta nos preços e a gente sem o auxílio do governo, vai ficar difícil”, apontou.

Mesmo com forte pressão exercida pela ala progressista e com alguns pedidos de prorrogação protocolados no Congresso Nacional, o governo federal ainda não pretende estender para 2021 o pagamento do auxílio emergencial. De acordo com o Ministro da Economia, Paulo Guedes, o programa só será prorrogado se houver uma 2ª onda de contágio no Brasil e for necessário fechar comércios novamente.

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