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Marcelo Hollanda
Possibilidades de eleição de Lula contra acidente que foi a eleição de Bolsonaro são imensas
Confira a coluna de Marcelo Hollanda desta sexta-feira 17
Marcelo Hollanda
17/09/2021 | 08:20

Porque Lula está no centro da meta
Bolsonarismo e petismo têm pelo menos uma coisa em comum: a necessidade de se manter na hegemonia do processo político.

Como evento recente fruto da desinformação, misturado com fanatismo por um líder populista de extrema direita, o bolsonarismo não está desculpado, mas compreendido como evento sociológico.

O petismo não tem desculpa. Sua matriz de esquerda, muito mais rica, diversificada e antiga do que a explosão autoritária deflagrada com o impeachment Dilma Rousseff, deveria servir como o exemplo de que erros já cometidos não se repetem.

Apanhar duas vezes no mesmo beco é burrice. O grande ponto de inflexão do petismo no poder foram os governos Dilma e não os governos Lula.

Se há um racha na direita em busca de uma terceira via, não deveria ser o PT, que tem Lula como candidato favorito em 2022, a emperrar o diálogo com setores de centro direita e de centro que hoje visivelmente desembarcam do bolsonarismo.

As possibilidades de eleição de Lula contra um acidente antropológico que foi a eleição de Jair Bolsonaro são imensas.

Essa mesma oportunidade foi dada ao então candidato do PSL que em condições normais de temperatura e pressão jamais ambicionaria envergar a faixa presidencial.

Mas um erro de cálculo da direita brasileira, aliada à facada desferida por um infeliz que deu ao candidato o pretexto para não comparecer aos debates e expor sua farta ignorância sobre tudo, conspirou para um épico acidente de percurso.

Em meio a uma crise sanitária de consequências econômicas marcantes, Bolsonaro teve tudo para se transformar de um patinho feio do baixo clero em cisne político de primeira grandeza.
Só que ele optou por se manter fiel às origens de uma galinha cacarejando.

O lavajatismo, que apostou todas as fichas nesse jogo arriscado, também ficou pelo caminho.

A revelação de seu projeto de poder escondido em milhares de horas de áudio revelados pela “vazajato”, explicaram porque o ex-juiz Sérgio Moro aceitou rapidinho o convite para integrar um ministério no novo governo.

Olhando o passado centenário do comunismo no Brasil, que antecede ao do integralismo, é possível ver uma histórica dificuldade de articulação e percepção de realidade na esquerda brasileira.

Só que passada a Guerra Fria a queda do Muro de Berlim, considerar a hegemonia partidária como um fim em si mesmo é um tanto apalermado.

PT quer Bolsonaro
Não é novidade nem para as pedras da Praia do Meio que o PT não está nem um pouco interessado no impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Interessa ao partido um Bolsonaro desnutrido para manter a polarização e obrigar os eleitores a apelar para o voto útil no segundo turno – se houver segundo turno. Hoje, Brasilio Sallum Jr., professor titular aposentado de sociologia da USP, ouvido pela Folha nesta quinta-feira, disse que Bolsonaro já se convenceu que não se manterá no poder à base de um autogolpe e que vai ter mesmo de encarar a eleição com Lula entre os adversários se tudo continuar como está.

Suástica na Mackenzie
Um aluno de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, causou revolta ao ostentar a suástica, o símbolo nazista, durante uma videochamada como protesto antivacina. O episódio, registrado inicialmente na coluna de Mônica Bergamo, aconteceu na última quarta durante uma aula do Laboratório de Direito Público. E o universitário apelou, formando a sua suástica com quatro seringas para significar o que ele pensa sobre a vacinação que salva milhões de vidas. “Nós servidores públicos fomos obrigados a tomar vacina nessa semana”, reclamou o tal aluno, por escrito, ao ser confrontado pelo professor e os colegas. Mesmo assim, reagiu: “Estou sendo vítima do nazismo nesse exato momento. Esse é o meu protesto”.

Feijão não, só bala
As exportações de armas para o Brasil cresceram 30% no primeiro ano de governo do presidente Jair Bolsonaro. Saiu de US $915 milhões em 2018 para US $1,3 bilhão em 2019. A informação está no Relatório da consultoria Omega Research Foundation, do Reino Unido. Enquanto isso, a inflação ataca sobre os alimentos de uma maneira raramente vista. É mesmo para as pessoas comerem bala.

“Centristão”
Para o jornalista William Waack , o único golpe bem-sucedido até aqui foi o do Centrão e é quem parece que sairá vitorioso, não importa a próxima campanha eleitoral. “Essa denominação para forças políticas diversas e sua forma de atuação existe há mais de 30 anos, mas a República do Centristão tem como fundador Jair Bolsonaro” – observou.

Aí sim
Enquanto o presidente da República ainda não apresentou uma vacina contra a covid no braço, cerca de 3 mil funcionários de hospitais, lares de idosos e clínicas particulares da França foram suspensos após não cumprirem a vacinação obrigatória . Vive La France!

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