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Economia
Porto Potengi agita setores econômicos do RN: “Somos defensores”, diz diretor-presidente da Codern
Em entrevista ao AGORA RN, Nino Ubarana defendeu ser a favor de equipamentos que ajudem no desenvolvimento econômico do Rio Grande do Norte
Douglas Lemos
16/11/2023 | 07:30

Localizado na esquina da América do Sul, o Rio Grande do Norte é um dos pontos mais próximos da Europa e também da África, o que pode ser considerado um diferencial para a logística. Aí entram as atividades portuárias, que nos próximos anos devem ganhar novos capítulos. Um deles em Natal é o do Porto Potengi, já que um estudo da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) apresentou um estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental que aprovou um novo terminal em Natal, na margem oposta ao atual porto da capital potiguar.

A possibilidade de um novo equipamento repercutiu entre diversos setores da economia, entre eles a Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), considerada autoridade portuária do estado.

“Nós enquanto autoridade portuária no estado do Rio Grande do Norte somos defensores de criação, construção de todo tipo de equipamento que venha a beneficiar o desenvolvimento econômico do nosso Estado, o Rio Grande do Norte”, disse Nino Ubarana, diretor-presidente da Codern.

Ciente dos dois projetos de portos para o estado, já que além do Porto Potengi, há também o projeto para o Porto Indústria Verde, em Caiçara do Norte, Ubarana fez questão de relembrar a importância do atual Porto de Natal no debate sobre a logística marítima. “O Porto de Natal tem suas vocações e deve ser levado em consideração na discussão sobre o tema. Um Porto que data de 1932, com 91 anos, mas que é essencial para o nosso estado”, relembrou.

Relembre o Porto Potengi

Conforme concluiu o estudo da CNT, há viabilidade técnica para a construção do Novo Porto na margem oposta do Rio Potengi. Essa nova estrutura custaria R$ 1,2 bilhão e levaria três anos para ser construída. Caso esse projeto saia do papel, a previsão é que a nova estrutura entre em operação em 2029, numa área de 110 hectares.

“O Porto de Natal precisa ser modernizado, porque o transporte de cabotagem está passando por uma transformação muito grande. O atual porto tem uma série de limitações que, se não for feito um novo terminal, a gente corre o risco de fechar as cargas que vêm para cá. Os navios que hoje chegam aqui não chegarão daqui a 10, 20 anos, então tem que pensar nisso”, defendeu Vander Costa, presidente da CNT.

Representantes da classe econômica veem o novo terminal como a alternativa mais rápida, já que consideram a situação do atual porto como um “enorme gargalo para a indústria do Rio Grande do Norte”. “Estamos escoando a maior parte da nossa produção por Suape [em Pernambuco], Pecém e Mucuripe [Ceará]. Não só pelos portos, mas as estradas também. Sai ALRN aprova projeto de lei que proíbe linguagem neutra em escolas públicas Educação mais em conta. Entra em questão toda a questão da manutenção dos carros e as taxas”, analisou Roberto Serquiz, presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte.

Luiz Roberto Barcelos, diretor institucional da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), um dos setores que mais necessita de infraestrutura para exportação, comemorou a notícia da viabilidade de um novo terminal na cidade. “Porto Novo sem dúvida melhora a vida do exportador, ele vai ter mais competitividade, ele vai ter mais segurança no retorno de investimento, vai poder aumentar os investimentos, gerar mais empregos, distribuir mais renda. Ou seja, uma soma, tudo isso sem dúvida nenhuma sai ganhando todo mundo, então entra em dúvida que a gente com a experiência exportadora aí no Porto Novo é o que precisa”, defendeu.

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