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Porto Potengi: setores da economia veem urgência para melhorar competitividade do RN

Novo terminal é bem recebido por diversos segmentos produtivos do Rio Grande do Norte, mas localização pode causar problemas em comum com atual Porto de Natal
Douglas Lemos
10/11/2023 | 06:39

“A gente não pode esperar cinco ou 10 anos. Estamos perdendo a nossa competitividade”, disse Roberto Serquiz, presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte, a respeito da importância de um terminal portuário eficiente e como ela pode influenciar a situação econômica do estado. Isso porque existem ao menos dois projetos de novos portos para o Estado. Um deles o Porto Verde, em Caiçara do Norte, na Costa Branca, e o outro o Porto Potengi, em Natal, na margem oposta ao atual Porto de Natal e que teve a viabilidade aprovada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT).

Segundo Serquiz, a atual situação do terminal da capital potiguar pode ser considerado um “enorme gargalo para a indústria” do Rio Grande do Norte. “Estamos escoando a maior parte da nossa produção por Suape [em Pernambuco], Pecém e Mucuripe [Ceará]. Não só pelos portos, mas as estradas também. Sai ALRN aprova projeto de lei que proíbe linguagem neutra em escolas públicas Educação mais em conta. Entra em questão toda a questão da manutenção dos carros e as taxas”, analisou o presidente da FIERN.

porto de natal
Porto de Natal - Foto: José Aldenir / Agora RN

Recentemente um estudo de viabilidade técnica patrocinado pela CNT apontou que seria viável a construção do novo Porto, na margem oposta do Rio Potengi. Essa nova estrutura custaria R$ 1,2 bilhão e levaria três anos para ser construída. Caso esse projeto saia do papel, a previsão é que a nova estrutura entre em operação em 2029, numa área de 110 hectares.

Luiz Roberto Barcelos, diretor institucional da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), um dos setores que mais necessita de infraestrutura para exportação, comemorou a notícia da viabilidade de um novo terminal na cidade. “Porto Novo sem dúvida melhora a vida do exportador, ele vai ter mais competitividade, ele vai ter mais segurança no retorno de investimento, vai poder aumentar os investimentos, gerar mais empregos, distribuir mais renda. Ou seja, uma soma, tudo isso sem dúvida nenhuma sai ganhando todo mundo, então entra em dúvida que a gente com a experiência exportadora aí no Porto Novo é o que precisa”, falou. Ele ressaltou que o terminal atual também atende bem os exportadores.

No entanto, algumas outras preocupações que afetam o atual Porto de Natal ainda seguiram as mesmas, mesmo com o novo terminal, de acordo com o presidente da Fiern. “O Porto Potengi, vai se deparar, com os mesmos problemas do porto atual, que são as defensas, a dragagem, área de manobra”, relembrou.

Em outubro, o AGORA RN noticiou que há a previsão de que até o dia 15 de novembro um estudo hidrográfico de todo o canal e bacia de evolução do Porto de Natal fique pronto. Este é considerado o primeiro passo para as obras de dragagem que vão aumentar a profundidade do Rio Potengi.

José Vieira, presidente da Federação da Agricultura, Pecuária e Pesca do Rio Grande do Norte (Faern), avaliou o projeto como algo interessante. “Agora o que me preocupa é fazer os acessos a este porto. E para isso, tem que ter a iniciativa privada. Só acredito em um projeto desses se tiver por trás a iniciativa privada. Mas acho que é possível viabilizar o porto que nós temos. Pelo menos temos um projeto. Antes não tínhamos nada”, comentou.

Defendido por Vieira, o atual terminal foi criticado por Luiz Roberto Barcelos. “O porto de Natal fica no meio da cidade mais importante do estado. As cargas precisam atravessar toda a cidade para chegar ao porto. Tem as questões de trânsito, restrição de horários de circulação de caminhões, então atrapalha o exportador. O local já está pequeno, não temos uma retroárea de contêineres vazios. Tem o problema do calado, das guardas da ponte, que limita a entrada de navios maiores, que têm custo operacional mais barato”, criticou.

E um dos setores mais afetados é justamente o agropecuário. Até porque, pela localização geográfica e também pela expertise, mesmo alguns produtores de estados vizinhos costumam usar o Rio Grande do Norte para exportações. “O nosso setor tem uma porta de saída pelo RN, e é um dos melhores cenários que poderíamos ter. Não é só para o RN. Petrolina, cidades da própria Bahia querem exportar pelo RN, porque o porto do RN é um local especializado na exportação de frutas. É eficiente, e a distância para a Europa é curta, 7 dias está lá. É a menor distância que tem. É fundamental para o setor agro é fundamental que tenhamos e voltemos com exportação de frutas de com contêineres”, disse.

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