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Opinião
Porto Potengi e o desenvolvimento do RN; leia opinião de Darlan Santos, diretor do Cerne
Proposta do porto vem como uma resposta socioambiental ao local, dada a degradação da área, após anos de negligência em relação à preservação
Darlan Santos
10/11/2023 | 05:00

No ano de 2015, o Cerne, em conjunto com o escritório Catutti, escritório italiano especializado em portos urbanos, lançou uma proposta para reestruturação do Porto de Natal. O projeto foi idealizado segundo a realidade urbanística e mercadológica atual e futura do Rio Grande do Norte. A ideia é baseada na utilização de uma área degradada de mangue situada na margem oposta ao porto atual, e prevê a criação de um parque ecológico para preservação da vegetação ainda restante, e acessos exclusivos e interligados ao aeroporto de São Gonçalo do Amarante, além de uma terceira ponte ligando as zonas norte e sul da cidade, como contrapartida social à capital. Também foram pensados acessos às principais vias rodoviárias da cidade e a interligação ferroviária do interior do estado até o Porto.

Foi a primeira vez, ao longo de todos esses anos, que um estudo real de viabilidade foi contratado e executado para determinar a viabilidade técnica, econômica e ambiental de um projeto envolvendo um porto na outra margem do rio Potengi. Os resultados trouxeram luz e desmistificaram críticas à essa proposta que eram lançadas sem qualquer base técnica.

Entre as críticas, a altura da Ponte Newton Navarro, importante instrumento logístico da cidade. Conforme já foi exaustivamente apresentado em diversos eventos realizados pelo Cerne, a ponte tem altura de trabalho para navegação de 55m, suficiente para permitir a passagem de cargueiros de grande porte como os da linha Panamax. O calado do Rio Potengi, que tem em média 12 metros de profundidade, corrobora com a trafegabilidade desses navios. Mesmo assim, o projeto prevê o aumento dessa profundidade para 14 metros.

Importante destacar que a proposta vem como uma resposta socioambiental ao local, dada a degradação da área, após anos de negligência em relação à preservação. O projeto defendido pelo Cerne quer implantar o novo porto em uma área devastada, e garantir a preservação do manguezal restante, com a criação de um parque ecológico.

O possível aumento no volume de veículos circulantes na região também foi levado em conta pelo projeto, que apresenta uma terceira ponte ligando as zonas norte e sul da cidade, além da criação de uma via rodoviária exclusiva entre o porto, o aeroporto e os acessos à cidade de Natal.

Dessa forma, fica evidente o caráter desenvolvimentista e a preocupação socioambiental que o Projeto Porto Potengi traz em sua concepção. Trata-se de uma proposta completa, que tem a devida preocupação logística e mercadológica, comprometido com o desenvolvimento do Rio Grande do Norte.

*Darlan Santos é diretor-presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne)

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