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Discriminação
Policiais antifascistas e críticos de Bolsonaro relatam perseguição nas corporações
Um dos casos aponta que uma agente da Polícia Rodoviária Federal foi exonerada de um cargo de confiança na Bahia menos de um mês depois de assinar um dos manifestos dos policiais antifascismo
Redação
23/08/2020 | 14:38

Policiais envolvidos no movimento antifascismo relatam que são alvo de perseguição nas corporações e que já sofreram retaliações por suas posições políticas.

Os depoimentos foram colhidos pelo jornal O Globo e publicados em reportagem neste domingo 23. Agentes que se declaram antifascistas e integram a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e as polícias civis e militares foram ouvidos.

Os profissionais da segurança pública afirmaram que são alvos de investigação policial, demissão de cargo de confiança, sindicâncias administrativas, exclusão em seleção para instrutores de cursos de formação ou transferência para a reserva.

Um dos casos aponta que uma agente da Polícia Rodoviária Federal foi exonerada de um cargo de confiança na Superintendência da Bahia menos de um mês depois de assinar um dos manifestos dos policiais antifascismo.

No Paraná, o policial Martel Alexandre Del Colle disse ter sido aposentado pela PM, antes dos 30 anos de idade, após publicar textos críticos a Bolsonaro.

“Respondo a dois processos, um deles com desdobramento na esfera criminal. Os processos buscam me excluir em definitivo da PM, o que me impediria, por exemplo, de fazer concurso para a Polícia Civil”, afirmou Del Colle ao jornal.

Por meio da assessoria de imprensa, a Polícia Militar do Paraná negou que o processo tenha sido movido por perseguição política.

“A PM do Paraná, com efetivo superior a 20 mil homens, cumpre o comando constitucional de liberdade de manifestação e pensamento, só submetendo ao devido processo legal os militares que, em tese, cometerem crime militar ou transgressão disciplinar”, respondeu a corporação, em nota.

Relatório do governo

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu na última quinta-feira 20 que o governo não pode produzir relatórios sobre a vida pessoal e as escolhas políticas de cidadãos.

O debate envolvia documento produzido por órgão do Ministério da Justiça com um lista de informações sobre 579 policiais e professores críticos ao governo e opositores do presidente Jair Bolsonaro.

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