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Sem exagero
Podemos beber depois de tomar a vacina contra a covid-19? Veja o que dizem especialistas
Até dois drinques por dia, no caso dos homens, e um drinque por dia, para as mulheres não deve atrapalhar resposta imunológica à vacina, mas exagerar sim
The New York Times
09/05/2021 | 09:34

Depois de um longo ano e muita expectativa, tomar a vacina contra a covid-19 é motivo de comemoração, o que para alguns pode significar beber muito para celebrar sua nova imunidade. Mas o álcool interfere na reação imunológica? A resposta breve é que vai depender da quantidade de álcool que você ingerir.

Não há evidências de que um drinque ou dois pode tornar qualquer das vacinas sendo aplicadas menos eficaz. Alguns estudos até concluíram que num prazo mais longo, quantidades pequenas ou moderadas de álcool beneficiam o sistema imunológico, reduzindo a inflamação.

Mas o consumo exagerado de álcool, particularmente a longo prazo, reprime o sistema imunológico e interfere na resposta do seu corpo à vacina, afirmam especialistas. Como são necessárias algumas semanas depois da vacina para o corpo gerar níveis de anticorpos que irão proteger contra o coronavírus, qualquer coisa que interferir na resposta do sistema imunológica é causa para preocupação.

“Se você bebe moderadamente, então não há riscos”, disse Ilhem Messaoudi, do Centro de Pesquisa da universidade da Califórnia, em Irvine, que realizou uma pesquisa sobre os efeitos do álcool sobre a resposta imunológica. “Mas o que importa realmente é saber o que é beber moderadamente. É arriscado beber muito álcool porque os efeitos sobre todos os sistemas biológicos, incluindo o imune, são graves e ocorrem muito rápido quando você passa do limite”.

Beber moderadamente, em geral, é definido como não passar de dois drinques por dia, no caso dos homens, e um drinque por dia, para as mulheres. Tenha em mente que consideramos um drinque “padrão”: 147,87 ml de vinho, 44,35 ml de bebida destilada e 354,88 ml de cerveja.

Algumas das primeiras preocupações no tocante ao álcool e a vacina começaram a circular depois de uma autoridade de saúde russa alertar em dezembro que as pessoas deviam evitar o álcool durante duas semanas antes de serem vacinadas e se abster por outros 42 dias após a vacinação. De acordo com artigo da Reuters, a autoridade afirmou que álcool impede a capacidade do corpo de desenvolver uma imunidade contra o coronavírus. Seu alerta provocou uma forte reação contrária na Rússia, país que registra uma das maiores taxas de consumo de bebida do mundo.

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