BUSCAR
BUSCAR
Ação
PM entra com processo contra sete colegas de farda, bombeiro e civis por ataques homofóbicos
Soldado Henrique Harrison pede R$ 25 mil em danos morais de cada denunciado; ele foi alvo de comentários preconceituosos em grupos de WhatsApp
O Globo
26/08/2021 | 12:49

Alvo de comentários homofóbicos em um grupo de WhatsApp, o policial militar Henrique Harrison, de 29 anos, entrou com processos judiciais contra colegas de farda. O soldado protocolou 12 ações cíveis com pedidos de indenização por danos morais.

As ofensas foram feitas após Harrison ter publicado em suas redes sociais uma foto beijando o namorado. Nos dias seguintes, ele passou a ser alvo de chacota e mensagens preconceituosas em grupos de WhatsApp com policiais.

Harrison busca ser indenizado em R$ 25 mil por cada um dos denunciados. Ao todo, o valor dos processos chega a R$ 300 mil.

Segundo o Inmet: Onda de calor deve bater recorde em SP, enquanto Rio e MG podem chegar aos 37 graus; ‘volta do inverno’ é prevista para quinta-feira

— O fundamento geral é o dano moral que me foi causado e o direito de imagem. Eles usaram minha foto para me humilhar, de um jeito que afetou todo meu trabalho e desencadeou nos problemas psicológicos que estou tendo. Então é uma reparação aos danos que tive — afirma o soldado.

O policial permanece afastado das atividades profissionais. A medida foi tomada depois que ele denunciou os ataques homofóbicos ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios.

Repreensão por vídeo
O soldado também responde a procedimentos administrativos dentro da corporação. Ele foi punido com uma “repreensão”, em 5 de julho, após ter publicado um vídeo no YouTube no qual fala sobre sua sexualidade.

A nota de punição afirmava que o agente infringiu “preceitos ético-disciplinares” e transgrediu a disciplina da corporação. O documento assinado pelo corregedor-geral da PM-DF, coronel Alessandro Marco Alencar Alves, sustentava que Harrison portou-se “de maneira inconveniente ou sem compostura” e discutiu “assuntos políticos ou militares” sem a devida autorização.

Em 22 de julho, um outro procedimento administrativo foi aberto contra Harrison. Neste, a PM-DF vai investigar se houve irregularidade no fato de Harrison ter dado uma entrevista fardado sem ter autorização de um superior hierárquico.

A entrevista alvo da sindicância foi dada no dia do casamento de Harrison. Procurado por veículos de mídia, o soldado conversou com os jornalistas em frente ao cartório. Ele trajava uma farda comemorativa da PMDF.

A Polícia Militar informou, em nota, “que os processos correm em segredo de justiça e que cumpre todas as decisões judiciais”.

Sede: Av. Hermes da Fonseca, 384 – Petropolis – Natal – RN – Cep. 59020-000
Telefone: (84) 3027-1690 / 3027-4415
Redação: (84) 98117-5384 - [email protected]
Comercial: (84) 98117-1718 - [email protected]
Copyright Grupo Agora RN. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização prévia.