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Polêmica
PM acusado de assédio e ameaças de morte por soldado é promovido e aposentado
Coronel Cássio Novaes segue sendo investigado pelas denúncias feitas em abril pela ex-soldado Jéssica Paulo do Nascimento
IG
18/07/2021 | 09:42

Denunciado por assédio sexual e ameaças de morte, o policial militar Cássio Novaes, foi promovido a coronel e aposentado da corporação.

Em abril deste ano, a ex-soldado Jéssica Paulo do Nascimento, de 29 anos, o denunciou. Segunda ela as investidas pessoais do então tenente-coronel começaram em 2018, quando ele assumiu o comando do Batalhão da Zona Sul de São Paulo, quando passou pelas companhias para se apresentar aos policiais militares e a conheceu, chamando-a para sair assim que conseguiu ficar a sós com ela.

A soldado conta que Novaes fez inúmeras investidas sexuais principalmente por mensagens. Mesmo ela dizendo que era casada, tinha filhos e não dando abertura ao tenente-coronel, ele era cada vez mais insistente e, então, as ameaças de morte vieram, também, por áudios. Em uma das falas, o comandante afirma que “não existe segredo entre dois, um tem que morrer” e “quem não tem problema na vida, está no cemitério”.

Novaes cumpria licença remunerada desde quando as denúncias foram protocoladas na Corregedoria da PM. As denúncias continuam sendo investigadas.

O Diário Oficial do Estado deste sábado (17) publicou os atos administrativos. Ao G1, a Polícia Militar confirmou a aposentadoria e informou que foi devido ao tempo de serviço dele na corporação.

Na Polícia Militar, é praxe que, ao se aposentar, o policial seja promovido ao posto superior. A publicação dos dois atos é sempre feita na mesma edição do Diário Oficial, assim como aconteceu no caso de Cássio Novaes.

Mesmo que não esteja mais na ativa, a apuração das denúncias continua, já que as trocas de mensagens denunciadas pela ex-soldado aconteceram enquanto os dois atuavam na corporação. Se ele for considerado culpadoo, o processo pode fazê-lo perder o posto, resultando na perda da aposentadoria do coronel.

No entanto, o advogado de defesa dele, Anezio Donisete Lino, enfatizou que o coronel tem mais de 30 anos na corporação e o tempo abre a possibilidade dele ir para a reserva.

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