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Prisão

PGR apoia prisão domiciliar humanitária para general Augusto Heleno

Parecer aponta que condições de saúde do ex-ministro tornam a prisão domiciliar a medida mais adequada
Redação
28/11/2025 | 15:47

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira 28, um parecer favorável à concessão de prisão domiciliar humanitária ao general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Heleno, de 78 anos, foi condenado a 21 anos de prisão pela participação na chamada “trama golpista” e está detido desde terça-feira (25), em uma sala do Comando Militar do Planalto (CMP), em Brasília.

General, Augusto Heleno durante depoimento a CPMI do golpe
General, Augusto Heleno durante depoimento a CPMI do golpe Foto Lula Marques/ Agência Brasil

O pedido analisado pela PGR foi apresentado pela defesa, que afirma que o ex-ministro enfrenta condições graves de saúde, incluindo diagnóstico de Alzheimer, além de histórico de transtorno depressivo e transtorno ansioso depressivo.

Para Gonet, a medida é “recomendável e adequada” diante do estado clínico do militar e de sua idade avançada.

“A manutenção do custodiado em prisão domiciliar é medida excepcional e proporcional à sua faixa etária e ao seu quadro de saúde, cuja gravidade foi devidamente comprovada”, escreveu o procurador, ressaltando que manter o réu afastado do ambiente doméstico pode agravar sua condição.

A decisão sobre a concessão da domiciliar caberá ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF. Não há prazo definido para o despacho.