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Operação S.O.S
PF faz buscas no gabinete do governador do Pará e Justiça manda prender 76 em operação
Operação S.O.S cumpre 12 mandados de prisão temporária e faz 41 buscas por ordem do STJ; a ofensiva está ligada à Operação Raio X que cumpre 64 mandados de prisão temporária e faz 237 buscas, uma delas na Câmara Municipal de São Paulo
Estadão
29/09/2020 | 09:38

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça, 29, a Operação S.O.S para desarticular suposta organização criminosa dedicada a desvios de recursos da Saúde destinados a contratação de organizações sociais para gestão de hospitais públicos do Pará, dentre eles os hospitais de campanha para o combate à pandemia do novo coronavírus. A ofensiva faz buscas no gabinete do governador Helder Barbalho (MDB), no Palácio dos Despachos, e prendeu o ex-chefe da Casa Civil e atual secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico Parsifal de Jesus Pontes, o Secretário de Transportes Antonio de Padua e o assessor de gabinete do governador Leonardo Maia Nascimento.

Uma outra operação, batizada Raio X e diretamente ligada à SOS, cumpre ainda buscas em salas da Câmara dos Vereadores de São Paulo e da Secretaria de Saúde do Estado.

Ao todo, a Operação SOS cumpre 12 mandados de prisão temporária e 41 mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro Francisco Falcão, do Superior Tribunal de Justiça. Segundo a PF, entre os investigados da SOS estão ainda empresários, o suposto operador financeiro do grupo e integrantes da cúpula do governo do Pará. A Polícia Federal chegou a pedir mandado de busca e apreensão contra o governador, mas o STJ indeferiu a solicitação.

Cerca de 218 policiais federais e 14 auditores da Controladoria-Geral da União participam das atividades em Belém, Capanema, Salinópolis, Peixe-Boi, Benevides (PA), Goiânia (GO), Araçatuba e outras cidades de São Paulo.

De acordo com a PF, a investigação da SOS alcança o período de agosto de 2019 a maio de 2020, mirando 12 contratos celebrados entre o Governo do Estado do Pará e Organizações Sociais ligadas ao grupo investigado, totalizando o valor de R$ 1.284.234.651,90. A Procuradoria-Geral da República indicou que as apurações que levaram à ofensiva começaram com a Polícia Federal no Pará, ‘foram robustecidas por material compartilhado pela Polícia Civil de São Paulo e passaram à PGR após envolvimento de autoridades com foro por prerrogativa de função’.

Operação Raio X

A Polícia Federal indicou ainda que além das ordens expedidas pelo STJ, são cumpridos mais 64 mandados de prisão temporária e 237 mandados de busca e apreensão expedidos pelos Juízos das Varas de Birigui e Penápolis, no interior de São Paulo. As atividades fazem parte da Operação Raio X, aberta pela Polícia Civil de São Paulo e o Ministério Público do Estado para ‘desmantelar grupo criminoso especializado em desviar dinheiro destinado à saúde mediante celebração de contratos de gestão entre municípios e Organizações Sociais’.

Cerca de 520 policiais e 40 servidores da Promotoria participam das atividades da Raio X em dezenas de municípios do Estado e também em cidades do Paraná, Pará, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Um dos mandados de busca é cumprido na Câmara Municipal de São Paulo, contra o chefe de gabinete do vereador Eliseu Gabriel e primeiro secretário do PSB. Os agentes também estiveram na Secretaria de Saúde do Estado para vasculhar duas salas – a de uma médica e a de uma advogada.

Segundo a PF, os crimes sob investigação são fraude em licitações, falsidade ideológica, peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

COM A PALAVRA, O GOVERNO DO PARÁ

“Sobre a operação da Polícia Federal, que ocorre nesta terça-feira (29.09), o Governo do Estado esclarece que apoia, como sempre, qualquer investigação que busque a proteção do erário público.”

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