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Petrobrás supera expectativas e anuncia lucro líquido de 5,3 bilhões no primeiro trimestre

16/05/2015 | 08:22

A Petrobras fechou o primeiro trimestre deste ano com um lucro líquido de R$ 5,330 bilhões, uma leve queda de 1% em comparação aos R$ 5,393 bilhões obtidos nos três primeiros meses do ano passado. O resultado veio acima das expectativas de mercado, que projetava números “fracos”, entre R$ 2,4 bilhões e R$ 4 bilhões para o período.

De acordo com a Petrobras, o lucro foi influenciado pelo aumento de 50% da geração de caixa operacional, que totalizou R$ 21,5 bilhões e é apontada por analistas como o melhor resultado para um trimestre na história da companhia. Por um lado, a geração de caixa foi influenciada pela queda de custos de produção. Por outro lado, foi beneficiada pelos preços maiores dos combustíveis (gasolina e diesel) vendidos no país em relação ao mercado internacional.

Ao apresentar os resultados, Mario Jorge da Silva, gerente executivo de Desempenho Operacional da Petrobras, explicou que a queda de 50% no preço do petróleo Brent (referência internacional) e a menor venda de combustíveis no país — recuo de 10% e 11% do diesel e gasolina, respectivamente — jogaram para baixo o custo de produtos e serviços.

Com a demanda interna menor, a Petrobras importou menos derivados. E como a cotação internacional também caiu, os gastos com importação foram ainda mais reduzidos. Isso levou a uma queda de custos no trimestre de 17% em relação a igual período de 2014.

PRIMEIRO TRIMESTRE NÃO TEVE EFEITO LAVA-JATO

No entanto, esse ganho operacional foi parcialmente anulado pela depreciação cambial, que levou a um resultado negativo de R$ 5,6 bilhões no trimestre. A desvalorização do real ante o dólar foi de 21% no trimestre.

— O resultado financeiro foi afetado pelo aumento da taxa de câmbio de 21%. A favor da companhia foi o preço do Brent, que caiu e ajudou na redução dos custos da companhia — disse Silva.

Segundo o diretor Jorge Celestino Ramos, de Abastecimento, as importações de gasolina e diesel também estão menores em relação ao ano passado por causa da entrada dos biocombustíveis (na mistura com gasolina e diesel).

— A perspectiva é de menor importação neste ano para a gasolina. Já o diesel deve ficar em linha. No diesel, as importações devem ficar em torno de 130 a 150 mil barris por dia. E gasolina deve ficar em 50 mil barris por dia. Esse foi o volume no primeiro trimestre e está no segundo trimestre. A tendência da gasolina é reduzir a importação por conta da mistura maior com o álcool. A quantidade de queda vai depender do apetite do consumidor em álcool — disse Celestino.

A divulgação do resultado financeiro do primeiro trimestre ocorreu menos de um mês depois de a Petrobras ter divulgado o balanço do terceiro trimestre do ano passado e de todo o ano de 2014, auditado, com cinco meses de atraso, por conta das investigações da Operação Lava-Jato da Polícia Federal. A companhia registrou no ano passado um prejuízo de R$ 21,587 bilhões, o primeiro resultado negativo desde 1991.

O quarto trimestre de 2014, quando houve prejuízo de R$ 26 bilhões, foi especialmente afetado pelas baixas contábeis relacionadas à má gestão e as práticas de corrupção apontadas pela PF. No primeiro trimestre de 2015, não houve esse efeito Lava-Jato.

Ivan Monteiro disse que a companhia está observando todas as oportunidades de captação.

— As necessidades para 2015 já estão cobertas. E agora olhamos para 2016. Sobre o plano de negócios, será feita uma reunião no fim de maio e será divulgado na primeira quinzena de junho — disse Ivan.

LICITAÇÕES E AUMENTO DE PRODUÇÃO

A diretora de Exploração e Produção, Solange Guedes, frisou que as licitações da companhia relacionadas a projetos do Plano de Negócios foram postergadas.

— Não estamos paralisados. Esse é o principal aspecto. O resultado demonstra isso. É um resultado operacional muito forte. Em um momento definidor do novo plano de negócios, algumas licitações que estão ligadas a esses novos projetos estão aguardando essa definição. Além disso, há todas as outras áreas e nada disso está parado — disse.

Silva destacou a entrada em produção de três novas unidades. Houve ainda, disse, ele recorde na produção do pré-sal — no dia 11, houve recorde diário quando ultrapassou a marca de 800 mil barris por dia. A produção de petróleo e gás natural subiu 11%, para 2,803 barris por dia. Por outro lado, a produção de derivados caiu 8%. Ele destacou que houve parada programada em uma de suas refinarias, na Bahia.

Solange Guedes disse ainda que o resultado deste trimestre está em linha com a meta para fechar o ano 2,125 milhões de barris por dia. Em relação a paradas, ela disse que será de 2,5% da produção deste ano.

João Elek, diretor de Governança, disse que a empresa vai ” Fortalecer a contratação através de deu diligente, com verificação quanto a identidade dos parceiros e com bastante tranquilidade para contratar”.

O diretor financeiro destacou que o empréstimo feito com o chinês CDB, de US$ 3,5 bilhões, só será contabilizado no segundo trimestre.

* O GLOBO

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