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Inovação
Pesquisadores do RN desenvolvem novo fármaco para tratar glaucoma
Doença é considerada como a principal causa de cegueira irreversível no mundo, e isso ocorre por apresentar um quadro assintomático na maioria dos casos. O glaucoma caracterizado por alteração do nervo óptico que leva a um dano irreversível das fibras nervosas e, consequentemente, perda da visão
Redação
08/09/2020 | 12:03

Pesquisadores potiguares desenvolveram novas composições para o tratamento do glaucoma, doença que pode levar o paciente à cegueira, se não for diagnosticada e tratada. A inovação é possível por meio da nanobiotecnologia, gerando um produto de absorção mais fácil na superfície ocular do que os fármacos convencionais.

A pesquisa foi realizada pelos professores do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia da UnP (PPGB-UnP), Profa. Dra. Maria Aparecida Medeiros Maciel e Prof. Dr. Francisco Irochima Pinheiro, idealizadores do projeto, que desenvolveram composições oftálmicas a base de cloridrato de pilocarpina (CLPC) encapsulado por meio da nanobiotecnologia. Os novos formulados de CLPC têm liberação lenta e prolongada com maior adsorção e absorção na superfície ocular, além de minimizar os efeitos colaterais e adversos, se comparados aos fármacos tradicionais.

O glaucoma é considerado como a principal causa de cegueira irreversível no mundo, e isso ocorre por apresentar um quadro assintomático na maioria dos casos. É uma doença ocular caracterizada por alteração do nervo óptico que leva a um dano irreversível das fibras nervosas e, consequentemente, perda da visão. Essa lesão pode ser causada por um aumento da pressão ocular ou uma alteração do fluxo sanguíneo no nervo óptico.

Os medicamentos convencionais utilizados no tratamento do glaucoma ajudam no controle da pressão ocular e da doença, mas podem causar também muitos efeitos colaterais como dor de cabeça, ardor, coceira, vermelhidão e irritação nos olhos, o que leva muitos pacientes a abandonarem o tratamento. Esses fármacos tradicionais têm limitações de penetração na superfície ocular e, por serem administrados em elevadas concentrações causam efeitos adversos. Os nanobioformualdos desenvolvidos à base de CLPC, além de apresentar uma maior absorção na superfície ocular é atóxica, o que os torna menos invasivos ao tratamento do glaucoma.

A pesquisa conta com a parceria da empresa Ophthalmos S.A. especializada em desenvolver fórmulas e medicamentos oftalmológicos, com atuação no mercado farmacêutico desde 1983. A empresa aprovou a pesquisa e, ressaltou que o cloridrato de pilocarpina já é comercializado para uso oftalmológico na sua forma não encapsulada, tendo, portanto, credibilidade no mercado farmacêutico. Agora, eles vão atuar como parceiros nas pesquisas do fármaco na sua forma encapsulada.

Também integram as pesquisas, os professores doutores Francisco Humberto Xavier Júnior (PPGB-UnP) e Heryka Myrna Maia Ramalho (PPGB-UnP), juntamente com o doutorando Joherbson Deivid dos Santos Pereira do PPGB-Rede Renorbio (Nucleadora UFRN) e a colaboradora de pesquisas Dra. Maria Beatriz Mesquita Cansanção Felipe.

A patente dos novos formulados de CLPC encontra-se publicada neste mês de agosto na Revista da Propriedade Industrial (RPI), que é vinculada ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e foi encaminhada pelo INPI, para a provação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

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