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Estilo
Pensando sobre consumo consciente na moda
Jornalista de 25 anos, Vinicius Castro fala sobre os impactos da pandemia na moda e elenca soluções que incentivam o consumo consciente
Nathallya Macedo
07/12/2020 | 08:18

O jovem Vinicius Castro, de 25 anos, é formado em jornalismo e trabalha atualmente como produtor de TV. Nasceu em São Paulo e mora em Natal há pouco mais de 6 anos. Começou a se interessar por moda na adolescência e, hoje, cria conteúdo sobre o assunto para os mais de 5 mil seguidores nas redes sociais. “Minha avó tinha muitas roupas antigas, bordava também. Ela foi a principal inspiração para que eu começasse a renovar peças”, relembrou, em entrevista ao Agora RN.  

Ainda na faculdade, Vinicius se juntou a uma amiga para criar o brechó “Moda de ontem” e foi a partir deste projeto que muitos colegas passaram a pedir dicas de estilo ao jovem. Veio o ano de 2020, a pandemia do coronavírus e o tempo excessivo dentro de casa. “Decidi então criar materiais específicos para compartilhar. Lembrando que não sou especialista, mas divido o que estou aprendendo”, disse.  

Para ele, a moda é uma maneira de expressar a própria personalidade, de se comunicar. “Antes, quando eu não entendia muito sobre o mundo onde vivo e sobre as minhas raízes, me vestia de outro jeito. Agora, entendo minhas referências e tudo mudou”, contou o jovem à reportagem, quase como um incentivo à busca por autoconhecimento. “É sobre olhar para si mesmo, para os seus sentimentos e entender quem você é, transmitindo isso para os outros”, continuou. 

Em decorrência do período de isolamento social e da crise financeira instalada no país, o consumo está cada vez mais consciente, já que as pessoas precisam basear as compras em custos justos. Além disso, ressaltam a compreensão do real impacto dos produtos para o mundo, dentro das questões ambientais. “Acho que é uma questão psicológica também. Com a pandemia, estamos muito ansiosos, desgastados e muitas pessoas encontram alegria em consumir, é como uma fuga. Por outro lado, a crise econômica influencia pois não podemos comprar desenfreadamente”, afirmou.  

O consumo consciente não quer dizer parar totalmente de comprar – significa gastar de maneira inteligente. “Não é só comprar barato, mas pensar no que você compra. É adquirir uma peça sabendo que vai usar de diversas maneiras, que é durável. É difícil ver as pessoas seguindo realmente o caminho consciente porque o que costumamos ouvir é ‘compre, você precisa de uma roupa nova para se sentir bem’. Porém, com a sustentabilidade e o veganismo, por exemplo, estamos iniciando o processo de olhar o consumo de maneira responsável”.  

Vinicius indica colocar a mão na massa para economizar. “Costumo reformular roupas antigas e, assim, passo a vê-las de uma maneira diferente. É a mesma sensação de pintar a parede da casa, dá um ar de novidade. O ‘faça você mesmo’ contribui para que a peça renovada tenha a nossa cara, ou seja, personalizada. Recentemente, com o período de quarentena, observamos a tendência do tie dye ganhar força. Sozinhas, muitas pessoas tingiram os tecidos das roupas com cores vibrantes para customizar as peças”.  

Outra recomendação de Vinicius leva ao brechó. “Brechó é um estilo de vida mais empático para a moda, para o mundo, e ainda é mais divertido. É para quem quer ter roupas diferentes. Quando você visita um bazar, por exemplo, você tem que notar a qualidade da peça. Às vezes, o tamanho não bate com o que você usa, mas você pode pensar na reformulação. Eu, que uso M, já saí de um brechó com um GG, justamente porque aquele era um modelo curinga”. Entre as técnicas do “faça você mesmo” e brechós, “deixe o aleatório de lado e prefira comprar o que faz sentido”, aconselhou o jovem.   

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