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Comentário
“Parece que estamos num 7 de Setembro da corrupção”, ironiza senador na CPI
Humberto Costa usou as redes sociais para criticar as diversas menções a militares em supostas irregularidades no Ministério da Saúde
Metrópoles
15/07/2021 | 16:33

O senador (PT-PE) ironizou, nesta quinta-feira 15, as diversas menções a militares durante o depoimento do representante da Davati Medical Supply no Brasil, Cristiano Carvalho, à supostamente envolvidos em negociações irregulares no Ministério da Saúde.

“É tanto militar citado nessas negociatas escusas que parece que estamos num 7 de Setembro da corrupção”, escreveu o petista, no Twitter.

É tanto militar citado nessas negociatas escusas que parece que estamos num 7 de Setembro da corrupção.

Carvalho citou ao menos cinco militares envolvidos nas negociações, quando esteve no Ministério da Saúde no último dia 12 de março.

“Me levaram ao Ministério da Saúde: o reverendo Amilton [de Paula], o [Luiz Paulo] Dominguetti, o coronel Helcio Bruno, do Instituto Força Brasil. Lá, nós estivemos, dentro do ministério já, nas dependências do ministério, com o coronel Boechat, coronel [Marcelo] Pires e com o coronel e [ex-]secretário[-executivo] Elcio Franco”, declarou.

Antes, o coronel Marcelo Blanco, ex-assessor do Ministério da Saúde, já havia sido citado como partícipe do encontro entre Dominguetti e o ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde Roberto Ferreira Dias, em que supostamente houve o pedido de propina de US$ 1 por dose. Carvalho afirmou que Dominguetti não mencionou propina, mas “comissionamento” do “grupo do Blanco”.

Cristiano Carvalho_CPI da Covid-19
Cristiano Carvalho_CPI da Covid-19
Cristiano Carvalho_CPI da Covid-19
Cristiano Carvalho_CPI da Covid-19
Cristiano Carvalho_CPI da Covid-19
Cristiano Carvalho_CPI da Covid-19
Cristiano Carvalho_CPI da Covid-19
Cristiano Carvalho_CPI da Covid-19
Cristiano Carvalho_CPI da Covid-19

Carvalho chegou ao depoimento amparado por um habeas corpus, concedido pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, que lhe permite ficar em silêncio em questões que o autoincriminem. O magistrado, todavia, negou o pedido de Carvalho para não comparecer a oitiva.

Em decisão proferida na terça-feira 13, Fux destacou que cabe ao depoente o direito de avaliar o que pode ou não autoincriminá-lo. Pontuou ainda que a CPI da Covid pode decidir se Carvalho abusa ou não do direito fundamental ao silêncio. Com isso, a comissão poderá adotar as providências que julgar cabíveis.

Este é o último compromisso oficial do colegiado antes do recesso parlamentar.

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