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Pandemia
Pacientes com covid recebidos do Amazonas estão estáveis e ficarão juntos aos internados do RN
De acordo com o superintendente do HUOL, Stenio Gomes da Silveira, a possibilidade desses pacientes estarem diagnosticados com uma nova cepa do covid-19 não pesou na decisão de disponibilizar leitos
Redação
18/01/2021 | 13:25

Os 10 pacientes vindos do Amazonas que estão internados no Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), em Natal, dividem ala para casos de covid-19 com três enfermos potiguares. Os manauaras chegaram na madrugada desta segunda-feira 18, volta das 04h30 ao Rio Grande do Norte, após quase cinco horas de voo.

Apesar da descoberta, em Tóquio, de uma nova cepa do coronavírus em viajantes amazonenses, a direção do HUOL reforçou que não há a necessidade de mantê-los isolados dos demais pacientes diagnosticados com o novo coronavírus. O grupo está na ala reservada para covid-19 do hospital, que conta com 25 leitos – 19 de enfermaria, para casos leves e 6 de UTI, para casos mais graves.

De acordo com o superintendente do HUOL, Stenio Gomes da Silveira, a possibilidade desses pacientes estarem diagnosticados com uma nova cepa do covid-19 não pesou na decisão de disponibilizar leitos e recebe-los na cidade.

“Não há indícios de que essa nova cepa já não esteja em todos os lugares, já não esteja no Brasil inteiro. Estamos tendo a preocupação com essa nova cepa mas é um aspecto secundário ao se pensar na locomoção desses pacientes, do ponto de vista humanitário”, informou o superintendente.

Ainda segundo a direção do hospital, todos os pacientes estão estáveis. No entanto, um deles teve necessidade maior de oxigênio, causado por uma baixa saturação durante o vôo, mas já está regularizado. Por volta de 7h desta segunda-feira, todos os pacientes já haviam falado com os seus familiares, através de ligação telefônica.

Os pacientes ficarão no Rio Grande do Norte até sua recuperação clínica. Após isso, o Ministério da Saúde deve ordenar o retorno do grupo ao Amazonas. Enquanto permanecerem no estado, o HUOL e o Giselda Trigueiro passarão os relatórios clínicos para o Ministério da Saúde, em sua Superintendência de Natal e para a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que estão responsáveis por fazer a correspondência entre os hospitais e os familiares. O perfil dos pacientes ainda não foi divulgado pelos hospitais.

A transferência

Segundo a direção do Hospital Universitário, as tratativas para locomoção começaram na terça feira 12, envolvendo o Ministério da Saúde, o Governo do Estado, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e Ministério da Educação. Para receber esses pacientes, 150 leitos foram disponibilizados em 9 hospitais federais pelo país.

No HUOL, os 10 leitos foram disponibilizados após ser feito um balanço da média de internações por covid-19 no hospital, das últimas quatro semanas. O número máximo de internação por semana foi de nove pessoas, e a média ficou em torno de cinco pessoas. Atualmente, cerca de três leitos da enfermaria estão ocupados por potiguares.

“Liberamos 10 leitos porque acreditamos que os 9 leitos que ficam para os pacientes comuns são o suficiente. Foi o máximo de internações que tivemos de dezembro para cá”, afirmou o superintendente do HUOL.
A transferência de pacientes acontece após o sistema de saúde do estado do Amazonas ter entrado em colapso por conta do novo coronavírus, que decorreu em uma superlotação dos hospitais e na falta de oxigênio. Nas últimas 24 horas foram registrados 1.277 casos confirmados e 47 óbitos no estado. A taxa de ocupação dos leitos clínicos está em 97% e os de UTI em 92,7%, segundo dados da Fundação de Vigilância em Saúde.

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