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Opinião
Os motivos da visita de Bolsonaro ao RN; leia opinião de Alexandre Macedo
Ideia de Bolsonaro é se tornar credor do PL, fortalecendo sigla com sua presença em eventos pelo País afora, e escolher candidato a presidente em 2026
Alexandre Macedo
11/11/2023 | 05:00

Quem virá ao Rio Grande do Norte nos próximos dias é o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele virá na companhia da esposa, Michelle Bolsonaro. Os dois estão realizando um trabalho para tentar fortalecer o PL em todo o País. O foco é fortalecer o partido para as eleições municipais de 2024. Bolsonaro quer um PL mais forte, com muito mais prefeitos e vereadores para sair fortalecido de 2024 e, assim, chegar forte nas eleições de 2026.

A ideia de Bolsonaro é se tornar credor do PL, fortalecendo o partido com sua presença em eventos pelo País afora. É inegável que ele é a maior estrela do partido. Ele quer ser credor para indicar o candidato do PL a presidente da República em 2026. E, se depender dele, será Michelle a candidata.

Se conseguir furar a bolha do bolsonarismo e conseguir agregar mais votos, mais políticos para o PL, o ex-presidente terá um resultado satisfatório.

Acontece que Bolsonaro está fazendo esse “tour” enfrentando um momento muto difícil. A delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, seu ex-ajudante de ordens, está sendo divulgada pouco a pouco, trazendo informações que não dignificam a figura do ex-presidente.

Ontem, a jornalista Andreia Sadi publicou em seu blog no G1 um trecho da delação em que Cid diz que Bolsonaro de fato o orientou a vender um relógio Rolex que o ex-presidente havia recebido do governo da Arábia Saudita. A ordem da venda seria para custear despesas pessoais.

A discussão sobre a legalidade da venda das joias está superada. Isso já foi resolvido. As joias estão caracterizadas como bens que pertencem ao governo brasileiro, e não a Bolsonaro. Logo, ele não poderia ter vendido nem recebido o dinheiro.

Em meio a isso tudo, volta e meia fala-se na possibilidade de uma prisão do ex-presidente – algo que, por enquanto, não conta com a simpatia e o respaldo jurídico do Ministério Público Federal.

Sobre isso, não se sabe se a opinião do Ministério Público é por convicção ou resultado da disputa de poder que existe entre Ministério Público e Polícia Federal. O MP não concorda que a PF possa fazer delações premiadas. Mas a PF faz e encaminha o teor para o ministro Alexandre de Moraes, que relata os inquéritos que miram Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF).

Nesta semana, o subprocurador-geral da República Carlos Frederico Santos declarou que não vê motivo para incriminar Bolsonaro. Ninguém sabe no que vai dar, porque o Ministério Público é o órgão acusador.

Se o representante do MP não vê motivos para entrar com ações criminalizando Bolsonaro, não será a PF ou a Justiça por si só que vão achar por bem colocar o ex-presidente na cadeia ou mesmo aplicar outras penas possíveis.

O jogo está só começando.

*Alexandre Macedo é consultor político.

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